José Oliveira do Nascimento foi formalmente indiciado por feminicídio, marcando a conclusão do inquérito policial que investiga a brutal morte de Maria Aurinete da Silva Nascimento, servidora da Secretaria de Educação de Esperantina. O crime, que gerou grande comoção e chocou a comunidade do Tapuio, onde ocorreu em 22 de dezembro de 2025, teve como pano de fundo a recusa do acusado em aceitar o término do relacionamento, conforme apurou a Polícia Civil. O indiciamento representa um passo crucial para que a Justiça avance no caso.
As investigações detalhadas pela Polícia Civil de Esperantina apontam para um cenário de violência doméstica preexistente. Maria Aurinete, buscando pôr fim ao relacionamento, comunicou sua intenção de deixar a residência que compartilhava com José Oliveira. Essa decisão, segundo a polícia, pode ter sido o estopim para o ataque fatal. Depoimentos de familiares da vítima foram fundamentais, revelando que o casal vivia um relacionamento conturbado, marcado por discussões frequentes e a intransigência do companheiro em aceitar a separação proposta por Maria Aurinete.
A gravidade da situação já havia sido percebida e documentada dias antes da tragédia. Em 18 de dezembro, Maria Aurinete havia procurado as autoridades locais e solicitado medidas protetivas, após relatar explicitamente conflitos e o comportamento agressivo de seu então companheiro. Esse pedido formal, feito poucos dias antes do crime, sublinha a escalada da violência e a preocupação da servidora com sua segurança, evidenciando um padrão de abuso que culminou no feminicídio.
Após o brutal assassinato, José Oliveira tentou tirar a própria vida. Ele foi rapidamente socorrido e permaneceu internado em uma unidade de saúde, sempre sob custódia policial. Assim que recebeu alta médica, a Justiça prontamente decretou sua prisão preventiva, e o acusado foi imediatamente encaminhado ao sistema prisional, onde aguarda os próximos desdobramentos. Com a conclusão e o indiciamento, o inquérito policial foi remetido para os procedimentos legais. O caso agora segue para o Ministério Público, responsável por apresentar a denúncia e dar prosseguimento à ação penal.
A comunidade de Esperantina e toda a região aguardam com atenção os próximos desdobramentos deste caso de grande repercussão, que reforça a urgência do combate à violência contra a mulher. Continue acompanhando o Altos News para se manter informado sobre este e outros acontecimentos relevantes.
Fonte: https://portalclubenews.com