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Homem condenado a 29 anos por estuprar e matar mãe de amigo

A justiça do Piauí proferiu uma sentença que ecoa a gravidade da violência de gênero e a traição da confiança. André Lucas de Sousa Nascimento foi condenado a 29 anos e dois meses de prisão pelos crimes hediondos de estupro e feminicídio contra Maria Alvenizir de Sousa, mãe de um amigo seu. A decisão, que […]

Pedra usada no crime, que foi julgado 8 anos depois.

A justiça do Piauí proferiu uma sentença que ecoa a gravidade da violência de gênero e a traição da confiança. André Lucas de Sousa Nascimento foi condenado a 29 anos e dois meses de prisão pelos crimes hediondos de estupro e feminicídio contra Maria Alvenizir de Sousa, mãe de um amigo seu. A decisão, que se tornou pública na última quinta-feira (11), encerra um processo que se arrastou por oito anos, desde o brutal assassinato ocorrido em 5 de novembro de 2017. O caso, marcado pela crueldade e pelo abuso de uma relação de hospitalidade, destaca a urgência em combater a violência contra a mulher e reforça a atuação do sistema judicial em punir crimes tão severos, garantindo que o homem condenado por tamanha barbárie enfrente as consequências de seus atos.

O crime bárbaro e a traição da confiança

Detalhes da tragédia em Oeiras

O cenário dessa tragédia foi o bairro Barrocão, na cidade de Oeiras, Piauí, em uma noite que deveria ser de acolhimento e segurança. Em 5 de novembro de 2017, Maria Alvenizir de Sousa foi vítima de um ataque brutal que culminou em sua morte. O perpetrador, André Lucas de Sousa Nascimento, não era um estranho; pelo contrário, gozava de uma relação de confiança com a família. Ele era amigo do filho da vítima e, naquela fatídica noite, havia sido convidado para dormir na residência da família, um gesto de hospitalidade que foi covardemente traído.

Os autos do processo e o laudo pericial revelaram a dimensão da crueldade empregada no crime. André Lucas estuprou Maria Alvenizir e, em seguida, a assassinou de forma selvagem, utilizando um paralelepípedo. A vítima teve seus punhos segurados durante o ataque, uma demonstração da brutalidade e da impossibilidade de defesa. Seu corpo foi encontrado em um beco adjacente à casa onde o crime ocorreu, evidenciando a frieza do ato. Segundo o Ministério Público do Piauí (MPPI), o assassinato foi perpetrado com o emprego de meio cruel e de um recurso que dificultou enormemente qualquer chance de defesa por parte da vítima, qualificadores que foram cruciais para a dosimetria da pena e a caracterização do feminicídio. A traição da confiança e a hospitalidade oferecida pela vítima tornaram o crime ainda mais hediondo, sublinhando a gravidade moral e legal dos atos de André Lucas.

O longo caminho até a justiça

O veredito após oito anos

A justiça, embora muitas vezes lenta, finalmente chegou para Maria Alvenizir de Sousa após um período de oito anos de espera e tramitação processual. A decisão judicial, proferida na última quinta-feira, 11 de abril de 2024, culminou na condenação de André Lucas de Sousa Nascimento. O longo intervalo entre o crime e a sentença reflete as complexidades e os desafios do sistema judiciário brasileiro, mas o veredito final reafirma o compromisso com a punição de crimes graves.

Na sentença, o juiz responsável pelo caso fez questão de destacar a “traição à hospitalidade” como um agravante significativo, ressaltando o abuso da relação de confiança que existia entre o réu e a família da vítima. Essa circunstância, aliada à extrema crueldade dos atos, foi fundamental para a imposição da pena. André Lucas foi condenado por dois crimes distintos: feminicídio qualificado e estupro. A qualificação do feminicídio decorreu do emprego de meio cruel (o uso do paralelepípedo), do recurso que dificultou a defesa da vítima (punhos segurados) e do contexto de violência de gênero, agravado pela relação de confiança e hospitalidade.

A pena total imposta foi de 29 anos e dois meses de prisão, que foi meticulosamente dividida conforme a gravidade de cada delito:
Feminicídio qualificado: 22 anos e 2 meses de reclusão.
Estupro: 7 anos de reclusão.

A condenação prevê que a pena deverá ser cumprida integralmente em regime inicial fechado, refletindo a seriedade dos crimes cometidos e a necessidade de isolamento social do condenado. Este veredito não apenas busca reparação para a vítima e sua família, mas também envia uma mensagem clara sobre a intolerância da sociedade e do sistema de justiça para com a violência de gênero e a quebra de laços de confiança.

A importância da condenação e o combate à violência

A condenação de André Lucas de Sousa Nascimento representa um passo crucial na busca por justiça para Maria Alvenizir de Sousa e um alerta contundente contra a violência de gênero no Brasil. O caso, que se arrastou por oito anos, ressalta a complexidade e a morosidade do sistema judiciário, mas o desfecho com uma pena exemplar é um lembrete de que crimes brutais, especialmente aqueles que envolvem estupro e feminicídio com tamanha crueldade e traição da confiança, não ficarão impunes. A sentença de 29 anos e dois meses em regime fechado não só retira um criminoso de alta periculosidade do convívio social, mas também serve como um farol para a sociedade, indicando a seriedade com que tais atos são tratados.

É imperativo que a sociedade continue vigilante e ativa no combate a todas as formas de violência contra a mulher. Casos como o de Maria Alvenizir evidenciam a vulnerabilidade que muitas mulheres enfrentam, mesmo dentro de seus próprios lares e por pessoas que deveriam ser de confiança. A luta contra o feminicídio exige não apenas a punição rigorosa dos agressores, mas também a implementação de políticas públicas eficazes de prevenção, educação e apoio às vítimas. A justiça, ao proferir esta sentença, reafirma o valor da vida humana e o direito à segurança e dignidade, independentemente das circunstâncias.

Perguntas frequentes

1. Qual foi a pena imposta a André Lucas de Sousa Nascimento?
André Lucas de Sousa Nascimento foi condenado a uma pena total de 29 anos e dois meses de prisão. Essa condenação foi dividida em 22 anos e 2 meses pelo crime de feminicídio qualificado e 7 anos pelo crime de estupro. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado.

2. Por que o crime foi classificado como feminicídio qualificado?
O crime foi classificado como feminicídio qualificado devido a diversos fatores agravantes. Segundo o Ministério Público do Piauí, o assassinato foi cometido com emprego de meio cruel (uso de um paralelepípedo), recurso que dificultou a defesa da vítima (seus punhos foram segurados) e o contexto de violência de gênero. Além disso, a “traição à hospitalidade” e o abuso da relação de confiança com a família da vítima também foram destacados na sentença.

3. Onde e quando o crime ocorreu?
O crime aconteceu no dia 5 de novembro de 2017, no bairro Barrocão, na cidade de Oeiras, localizada no estado do Piauí. O julgamento e a condenação ocorreram aproximadamente oito anos depois, em 11 de abril de 2024.

4. Qual a relação entre o réu e a vítima, Maria Alvenizir de Sousa?
André Lucas de Sousa Nascimento era amigo do filho de Maria Alvenizir de Sousa. Na noite do crime, ele havia sido convidado para dormir na residência da família, aproveitando-se dessa relação de confiança e hospitalidade para cometer os crimes de estupro e feminicídio.

5. Qual a importância dessa condenação?
A condenação é de extrema importância, pois representa a busca por justiça para a vítima e sua família, enviando uma mensagem clara sobre a não impunidade de crimes tão hediondos. Ela também reforça a seriedade com que o sistema judiciário trata a violência de gênero e a quebra de confiança, servindo como um alerta e um passo na luta contra o feminicídio.

Se você ou alguém que conhece está sofrendo qualquer tipo de violência, não hesite em procurar ajuda. Ligue 180, acesse o aplicativo Direitos Humanos Brasil ou procure uma delegacia especializada. A denúncia é o primeiro passo para a justiça e para salvar vidas.

Fonte: https://portalclubenews.com

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