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Guilherme Mello, indicado de Haddad, defende mudança na política monetária do BC

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, nomeado pelo ministro Fernando Haddad para uma vaga na diretoria do Banco Central (BC), defendeu publicamente uma revisão na abordagem da política de juros conduzida pela autoridade monetária. A proposta de Mello, que ainda depende da decisão final do presidente Lula e aprovação do […]

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello (Foto: Washingto...

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, nomeado pelo ministro Fernando Haddad para uma vaga na diretoria do Banco Central (BC), defendeu publicamente uma revisão na abordagem da política de juros conduzida pela autoridade monetária. A proposta de Mello, que ainda depende da decisão final do presidente Lula e aprovação do Senado, sugere um alinhamento com os dados econômicos do governo que apontam para uma possível flexibilização.

Mello argumenta que as projeções do Executivo indicam um cenário onde a inflação está convergindo para a meta de 3%, mesmo que leve tempo. Segundo ele, essa trajetória benigna abre espaço para uma mudança na ‘postura’ do BC. Em declaração, Mello ressaltou que a discussão não é sobre a trajetória em si, mas sobre o momento de iniciar o corte nos juros, que ele descreveu como uma política ‘ultra restritiva’ a 15% ao ano.

Impacto no crédito e visão de mercado

O secretário enfatizou o impacto significativo dos juros altos no mercado de crédito. Ele afirmou, em novembro, que a taxa de juros a 15% ao ano gerou uma retração, e não apenas uma desaceleração, no acesso ao crédito, afetando diretamente a economia real. Contudo, essa visão, considerada heterodoxa por agentes do mercado, tem gerado certa apreensão, com alguns investidores monitorando de perto os próximos passos.

Apesar das discussões, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC já sinalizou, na reunião da semana passada, a possibilidade de um corte na taxa de juros na reunião de março, trazendo um novo panorama para a decisão em questão.

Vagas estratégicas no Banco Central

Atualmente, há duas vagas em aberto na diretoria do Banco Central desde o final do ano passado. Uma delas é na Diretoria de Política Econômica, considerada estratégica por fornecer o embasamento técnico para as decisões do Copom sobre a Selic e atuar na comunicação da política monetária. Esta diretoria está interinamente ocupada por Paulo Picchetti. A outra vaga é na Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, com Gilneu Vivan atuando interinamente.

A indicação de Guilherme Mello para uma dessas posições é vista como um movimento crucial do governo para influenciar a direção da política econômica do país. A decisão final do presidente Lula, que já acatou outras indicações de Haddad ao BC, como a de Gabriel Galípolo, será determinante para os rumos dos juros e do mercado de crédito.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desta importante decisão para a economia brasileira.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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