Os Técnicos Administrativos em Educação da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina, e da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), em Parnaíba, paralisarão suas atividades por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (23). A greve, anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Universidades Federais no Estado do Piauí (SINTUFPI), promete impactar diretamente o funcionamento das instituições federais no estado.
A decisão foi formalizada por meio dos Ofícios nº 07/2026 e nº 08/2026, ambos datados de 18 de fevereiro de 2026, e encaminhados às reitorias. A reitora da UFPI, professora doutora Nadir do Nascimento Nogueira, e o reitor da UFDPar, professor doutor João Paulo Sales Macedo, foram notificados sobre a paralisação, que já havia sido aprovada em Assembleia Geral realizada em 10 de fevereiro de 2026.
As reivindicações da categoria
Entre as principais exigências da categoria, destacam-se o cumprimento integral dos acordos de greve firmados anteriormente e a valorização da carreira dos técnicos administrativos em educação. O sindicato clama pela efetivação dos instrumentos negociados para garantir melhores condições de trabalho e reconhecimento profissional.
Os técnicos também pautam a defesa da paridade e da gestão democrática nas instituições federais de ensino, buscando maior participação e transparência nas decisões. Outros pontos cruciais incluem a garantia de condições dignas de trabalho, o enfrentamento ao assédio e o respeito às deliberações coletivas da categoria e de suas entidades representativas.
Em seu comunicado, o SINTUFPI enfatiza que a greve é um instrumento de luta legítimo, amparado pela Constituição Federal. A entidade ressaltou que as disposições legais aplicáveis serão observadas, especialmente quanto à manutenção das atividades essenciais, quando necessário, e manifestou disposição para o diálogo e a negociação com as reitorias, a fim de buscar soluções para as demandas apresentadas.
A paralisação dos servidores técnicos da UFPI e UFDPar representa um desafio significativo para as gestões das universidades, com potencial de afetar estudantes e toda a comunidade acadêmica. O impacto dessa movimentação será sentido em Teresina e Parnaíba, cidades-sede das instituições federais.
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Fonte: https://portalclubenews.com