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Grêmio busca impulsionar receitas com naming rights de sua arena

O Grêmio busca um movimento estratégico para se reposicionar no cenário nacional. Após assumir o controle de sua arena, a diretoria trabalha para vender os naming rights do estádio. O objetivo é impulsionar receitas recorrentes e quebrar o marasmo do setor no país. O presidente Odorico Roman destacou a meta de ampliar a arrecadação com […]

Arena Grêmio agora pertence ao clube - Foto: Divulgação

O Grêmio busca um movimento estratégico para se reposicionar no cenário nacional. Após assumir o controle de sua arena, a diretoria trabalha para vender os naming rights do estádio. O objetivo é impulsionar receitas recorrentes e quebrar o marasmo do setor no país.

O presidente Odorico Roman destacou a meta de ampliar a arrecadação com reformulação comercial. A venda do nome da arena é peça central dessa estratégia, visando impacto financeiro e visibilidade.

Panorama e desafios do mercado de naming rights

No Campeonato Brasileiro de 2026, seis estádios iniciaram a competição com contratos ativos de naming rights, quatro deles de clubes. Exemplos consolidados incluem o Allianz Parque (Palmeiras), Morumbis (São Paulo), Neo Química Arena (Corinthians) e Arena MRV (Atlético Mineiro), além da Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

O Brasil soma dez arenas com naming rights, como Ligga Arena (Athletico Paranaense, contrato suspenso), Arena BRB Mané Garrincha, Mercado Livre Arena Pacaembu, Casa de Apostas Arena das Dunas e Arena Nicnet. Juntos, esses contratos ultrapassam R$ 2 bilhões em suas vigências. Anderson Nunes, da Casa de Apostas, vê o movimento como evolução natural para o entretenimento multiuso.

Apesar do avanço, o setor perdeu tração. O Maracanã é emblemático: em 2025, o consórcio Fla Flu recebeu sinalização de R$ 55 milhões anuais pelos naming rights. Esse valor, que seria o mais alto do país, depende de análises governamentais para formalização, aquém da meta inicial de R$ 75 milhões por temporada.

Atualmente, o maior contrato anual é do Pacaembu (Mercado Livre, R$ 33,3 milhões por ano em 30 anos). Entre clubes da Série A, o São Paulo recebe R$ 30 milhões anuais (Morumbis). Palmeiras e Corinthians têm R$ 15 milhões cada.

O mercado brasileiro de naming rights iniciou tardiamente em 2005 (Athletico PR/Kyocera), expandindo-se aquém do esperado. Neste cenário, o Grêmio se movimenta. Com a gestão plena, o clube ganha autonomia para negociar e estruturar um projeto que vai além da marca, incluindo experiências e uso multiuso do estádio. Um acordo robusto não só reforçará o caixa tricolor, mas poderá reacender um mercado bilionário, recolocando o Grêmio como grande propriedade comercial no país.

Acompanhe no Altos News os desdobramentos dessa busca do Grêmio e as novidades do futebol gaúcho.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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