O CEO da Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de uma entidade reguladora para avaliar a segurança dos sistemas mais avançados de inteligência artificial (IA). Em sua visão, os Estados Unidos devem liderar essa iniciativa, que visa estabelecer regras específicas para modelos de IA considerados poderosos e potencialmente arriscados.
Proposta de uma entidade reguladora
Hassabis, cofundador e diretor-executivo da DeepMind, propôs a formação de um órgão responsável por analisar os chamados “modelos de fronteira” antes de serem disponibilizados ao público. Em uma publicação no LinkedIn, ele sugeriu que essa entidade também poderia coordenar uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia entre empresas que trabalham com modelos próprios.
Expectativas e colaborações
O executivo acredita que a liderança dos EUA neste projeto é justificada pela força tecnológica e econômica do país. No entanto, a proposta inclui a participação de representantes de comunidades que desenvolvem modelos abertos e especialistas independentes. De acordo com informações do site Axios, Hassabis já discutiu a proposta com membros do governo de Donald Trump, da Comissão Europeia e de laboratórios de IA, recebendo uma resposta “muito positiva” da administração americana.
Ações na Austrália
Enquanto a proposta de Hassabis está em discussão, a Austrália anunciou a criação de uma agência governamental dedicada à inteligência artificial. O primeiro-ministro Anthony Albanese revelou que o novo Gabinete de IA será responsável por coordenar a elaboração de normas nacionais para o uso e desenvolvimento da tecnologia. A expectativa é que uma proposta legislativa seja apresentada ao Parlamento no início do próximo ano, buscando decisões mais ágeis sem criar obstáculos à inovação.
Investimentos e prioridades
A Austrália também planeja receber grandes centros de dados de IA, com foco na redução do consumo de água e aumento da eficiência energética. Em abril, o governo australiano firmou um memorando de entendimento com a Anthropic, empresa responsável pelo assistente Claude, para ampliar a cooperação no desenvolvimento seguro da IA. Além disso, a Microsoft anunciou um investimento de 25 bilhões de dólares australianos até 2029, com o objetivo de expandir sua infraestrutura dedicada à IA no país.
Com o crescente interesse e investimento em inteligência artificial, tanto nos EUA quanto na Austrália, a discussão sobre regulamentação e segurança se torna cada vez mais urgente. A expectativa é que a nova entidade proposta por Hassabis entre em funcionamento até o final deste ano, marcando um passo significativo na regulação da tecnologia.
Para mais informações sobre as iniciativas de regulação da inteligência artificial, fique atento às atualizações.
Fonte: noticiasaominuto.com.br