
O líder da empresa Xtreme Trader, Francisco Silva, permanece foragido após mais de um ano de investigações sobre um esquema de pirâmide financeira que movimentou mais de R$ 440 milhões no Piauí e Maranhão. O caso, que já conta com mais de 300 vítimas, é considerado o maior do tipo registrado na região.
golpe: cenário e impactos
Segundo o delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Francisco Silva se apresentou virtualmente à Polícia Civil em junho de 2025, mas não manteve contato desde então. Na ocasião, ele alegou receio por ameaças à sua integridade física e afirmou estar em Portugal. No entanto, informações posteriores indicaram que ele poderia estar no Paraguai, em Ciudad del Este, no início de 2026.
Desdobramentos das investigações
No dia 22 de junho de 2026, duas pessoas ligadas ao grupo foram presas em Timon e São Luís, no Maranhão. As prisões fazem parte de uma operação que visa desmantelar o esquema criminoso. O delegado Alcântara destacou que a investigação ainda está em andamento e que mais vítimas podem ser identificadas.
Impacto nas vítimas
Mais de 300 pessoas foram lesadas pelo esquema, com uma das vítimas relatando um investimento de cerca de R$ 1 milhão, atraída pela promessa de retorno mensal de até 10%. Os golpistas alegavam que os lucros vinham de operações na Bolsa de Valores do Brasil (B3). O delegado ressaltou que muitos afetados hesitam em registrar queixas por medo de exposição e constrangimento.
Medidas contra a empresa
Em resposta ao avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou a suspensão temporária das atividades da Xtreme Trader, que pode ser extinta caso se confirme que a empresa foi utilizada como fachada para a prática de crimes. O juiz já deferiu a suspensão das atividades até que o inquérito seja concluído.
Na tarde do dia 23 de junho, o delegado Alcântara se reuniu com vítimas em uma unidade policial da capital para coletar mais informações sobre o caso. A expectativa é que a investigação traga novos desdobramentos e mais prisões sejam realizadas.
As vítimas são encorajadas a se apresentarem à polícia para que possam relatar suas experiências e ajudar nas investigações. A luta contra esses esquemas fraudulentos continua, e a colaboração da população é fundamental para que os responsáveis sejam responsabilizados.