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Idosa perde R$ 35 mil em golpe de falso servidor da Justiça no Piauí

Uma idosa do Piauí foi vítima de um golpe sofisticado, perdendo R$ 35 mil para um criminoso que se passou por servidor da Justiça. O golpista utilizou uma chamada de vídeo para enganar a vítima, um método que revela a audácia dos criminosos e o crescimento dos ataques cibernéticos na região. Segundo a Polícia Civil […]

G1

Uma idosa do Piauí foi vítima de um golpe sofisticado, perdendo R$ 35 mil para um criminoso que se passou por servidor da Justiça. O golpista utilizou uma chamada de vídeo para enganar a vítima, um método que revela a audácia dos criminosos e o crescimento dos ataques cibernéticos na região.

Segundo a Polícia Civil do Piauí, o criminoso teve acesso a detalhes de uma ação judicial da idosa, abordando-a via WhatsApp como um “falso advogado” e informando-a de que havia vencido a causa. Para dar credibilidade, ele afirmou que um suposto servidor judicial entraria em contato para acertar a transferência dos valores.

A vítima, então, recebeu uma chamada de vídeo de um homem formalmente vestido e com crachá, que se identificava como servidor. Ele a orientou a pagar um boleto bancário referente a supostas custas processuais, antes que a idosa percebesse o golpe ao conversar com seu advogado real.

Operação Falso Advogado

Este caso integra uma série de investigações da Operação Falso Advogado, deflagrada nesta quarta-feira (4), que visa prender golpistas que se passam por profissionais da Justiça. A ação abrangeu Ceará, Pernambuco, Goiás e Amazonas, buscando 31 suspeitos por criar perfis falsos e cobrar taxas inexistentes. Até a última atualização, 14 foram presos.

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, mais de 50 clientes e 120 advogados foram vítimas inicialmente, com um prejuízo estimado em cerca de R$ 500 mil. A operação também cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Fortaleza (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Manaus (AM) e Recife (PE).

O delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), alertou que advogados e tribunais jamais solicitam pagamentos imediatos via Pix ou boleto para liberar valores judiciais. Ele reforça a importância de sempre confirmar informações diretamente com os escritórios de advocacia, utilizando números e contatos oficiais já conhecidos.

O caso da idosa piauiense ressalta a importância da cautela e da verificação de informações para evitar ser mais uma vítima desse tipo de crime, que explora a confiança e a esperança de quem busca a Justiça.

Fique atento às dicas de segurança e denuncie qualquer atividade suspeita às autoridades.

Fonte: https://g1.globo.com

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