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Novo chefe de arbitragem da CBF defende menos interferência e mais futebol

Sandro Meira Ricci, novo chefe de arbitragem da CBF, defende menos interferência no futebol e mais foco nas novas regras.
Novo chefe de arbitragem da CBF defende menos interferência e mais futebol

RIO DE JANEIRO, RJ – Sandro Meira Ricci, recém-nomeado presidente da comissão de arbitragem da CBF, já iniciou sua missão com um intenso programa de treinamentos para árbitros, que inclui experiências na Espanha e na Granja Comary, em Teresópolis. O objetivo é implementar novas diretrizes que visam uma abordagem mais leve e eficaz na arbitragem, especialmente após o desânimo gerado pela última Copa do Mundo.

Foco na cultura e na filosofia de arbitragem

Ricci, que tem um histórico como árbitro em Copas do Mundo e experiência na Major League Soccer (MLS), enfatiza a necessidade de uma mudança cultural dentro do futebol brasileiro. “Precisamos deixar o futebol respirar um pouquinho. Isso não será imediato, mas é um processo cultural que leva tempo”, afirmou. Ele acredita que a nova filosofia deve priorizar o jogo em si, reduzindo a interferência da arbitragem.

Treinamentos e novas regras

Os árbitros estão sendo preparados com base nas novas regras da FIFA, que serão adotadas pela Conmebol, exceto a chamada Lei Vini Jr. A CBF planeja uma reunião com os clubes para definir a data de implementação dessas normas no Campeonato Brasileiro. Ricci destaca a importância de criar um estilo de arbitragem consistente, que atenda às expectativas de jogadores e torcedores.

Separação de funções e transparência

Com a nova estrutura da diretoria de arbitragem, Ricci pretende focar na parte técnica, enquanto Netto Góes lida com as questões institucionais. Ele ressalta que a transparência nas decisões é crucial para a credibilidade da arbitragem. “A análise dos erros deve ser feita de forma objetiva, sem corporativismo”, explica.

Preparação e planejamento para árbitros

Ricci também mencionou a importância de fornecer escalas de jogos com antecedência, permitindo que os árbitros se preparem adequadamente. “Precisamos tratar os árbitros com a mesma seriedade que tratamos os jogadores. A preparação é fundamental para o desempenho em campo”, afirmou.

O novo presidente da comissão de arbitragem reconhece que a mudança será gradual, mas acredita que a CBF está no caminho certo para fortalecer a arbitragem no Brasil. “Estamos em um processo de evolução contínua, e a satisfação dos árbitros com o conhecimento adquirido é um sinal positivo para o futuro da arbitragem no país”, concluiu.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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