A fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) registrou uma queda significativa, alcançando 1,9 milhão de pedidos nesta quinta-feira (25), o menor número desde outubro de 2024. A nova presidente do órgão, Ana Cristina Silveira, destacou que essa é a quarta redução consecutiva e expressou otimismo quanto à continuidade desse movimento nos próximos meses.
Expectativa de Redução Gradual
Em sua primeira entrevista desde que assumiu em abril, Silveira afirmou que o governo está empenhado em implementar ferramentas que garantam uma regularização duradoura. “O estoque de requerimentos deve continuar a cair”, afirmou, ressaltando que a gestão enfrenta desafios históricos relacionados ao tempo de espera por benefícios.
Histórico de Oscilações
A fila do INSS passou por variações significativas nos últimos anos, especialmente após a digitalização dos serviços. Em 2021, o número de pedidos disparou, impulsionado por decisões do governo anterior. A atual administração, sob Luiz Inácio Lula da Silva, enfrentou críticas por manter a fila alta após suspender a análise de alguns benefícios assistenciais. No entanto, a nova gestão se comprometeu a intensificar as concessões.
Compromissos e Desafios
A presidente reafirmou a meta de zerar a fila de requerimentos fora do prazo até o final de setembro, atualmente em 616 mil. Silveira explicou que a diminuição da fila ocorrerá de forma gradual, à medida que o INSS aprimora seus processos internos e colabora com outros órgãos, como o Ministério da Previdência e a Dataprev.
Problemas nos Sistemas
Um dos principais obstáculos enfrentados pela nova gestão são as interrupções frequentes nos sistemas do INSS, que impactam a produtividade e a análise de benefícios. Em 2023, o órgão registrou 1.466 horas fora do ar, o que equivale a mais de dois meses de inatividade. A Dataprev, responsável pela tecnologia, afirmou que a disponibilidade dos serviços foi superior a 96% nos últimos anos, embora o ideal seja 98%.
Reorganização e Reforço de Pessoal
Para melhorar a eficiência, o INSS remanejou 10% de seus servidores da área de reabilitação profissional para a análise de novos pedidos e suspendeu novas convocações para perícias de revisão do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Silveira ressaltou a necessidade de repor cerca de 10 mil servidores, com um pedido emergencial de 2.000 novos concursados para 2027.
A nova presidente também refutou críticas de que a redução da fila se dá por negativas de pedidos, enfatizando que, em março, foram implementados 890 mil novos benefícios, com médias superiores a 700 mil nos meses seguintes. “Estamos analisando mais e concedendo mais”, concluiu.
Fonte: noticiasaominuto.com.br