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Fórmula 1 perde bilhões e vê corridas ameaçadas por conflito no Oriente Médio

A Fórmula 1, um dos esportes mais populares do mundo, enfrenta um período de incerteza e perdas financeiras significativas. Desde o início da guerra no Irã, o valor de mercado da Liberty Formula One já viu **US$ 1,9 bilhão** ser apagado, refletindo as crescentes preocupações com a realização de corridas no Oriente Médio. As ações […]

Fórmula 1 F1 - Grande Prêmio de São Paulo - Autódromo José Carlos Pace, São Paulo, Brasil -...

A Fórmula 1, um dos esportes mais populares do mundo, enfrenta um período de incerteza e perdas financeiras significativas. Desde o início da guerra no Irã, o valor de mercado da Liberty Formula One já viu **US$ 1,9 bilhão** ser apagado, refletindo as crescentes preocupações com a realização de corridas no Oriente Médio. As ações da Liberty Formula One, que detém a competição, caíram mais de 7% em Nova York até agora nesta semana, à medida que o conflito se intensifica na região.

Calendário sob risco e impacto financeiro

A nova temporada da F1 tem seu início marcado para **neste fim de semana** em Melbourne, Austrália, a primeira de 24 corridas em 2026. No entanto, paira grande incerteza sobre duas provas cruciais agendadas para o **próximo mês** no Bahrein e na Arábia Saudita. Além disso, a FIA, organização mundial de automobilismo, já havia adiado os 1812 km do Catar, originalmente programados para sediar a rodada de abertura do Campeonato Mundial de Endurance da FIA de 2026 entre **26 e 28 de março**. Os grandes prêmios do Catar e de Abu Dhabi, que devem encerrar a temporada no final do ano, também permanecem no radar de preocupações.

A importância do Oriente Médio para a F1

O Oriente Médio consolidou-se como um pilar fundamental para a Fórmula 1. A primeira corrida na região aconteceu no Bahrein em **2004**, e hoje o calendário conta com quatro eventos locais. Além das provas, o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita possui participação minoritária na equipe Aston Martin, enquanto o fundo soberano do Bahrein, Mumtalakat, e a CYVN Holdings, de Abu Dhabi, controlam a rival McLaren. Esta não seria a primeira vez que uma corrida na região é cancelada; em **2011**, a prova de abertura no Bahrein foi adiada devido a agitações civis.

O conflito surge em um momento em que a popularidade da F1 estava em ascensão globalmente, impulsionada por séries como “Formula 1: Drive to Survive” e o recente “F1: O Filme”, levando a capitalização de mercado a superar US$ 21 bilhões. A Liberty Media adquiriu o negócio em **2017** por US$ 4,4 bilhões. A temporada de **2026** traz ainda a expectativa de novas regras de potência que prometem agitar a competição, com a Mercedes-Benz sendo a favorita para o campeonato de construtores e seu piloto George Russell cotado ao título individual, apesar da dominância da McLaren nas últimas duas temporadas. Equipes como a Aston Martin, por sua vez, enfrentam desafios com problemas nos carros que afetam os pilotos.

Enquanto as sessões de treino ocorreram em Melbourne no início **desta sexta-feira**, com a classificação no **sábado** e a corrida principal no **domingo**, a sombra do conflito regional paira sobre o futuro imediato da categoria. Os desdobramentos nos próximos meses serão cruciais para o esporte e seus investimentos.

Fique atento às atualizações sobre o impacto do cenário global na Fórmula 1 e em outros eventos esportivos.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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