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Ex-namorado agride secretária de Saúde dentro de casa em Francisco Ayres

Denúncia de agressão e detalhes do ataque A secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, denunciou ter sido agredida pelo ex-namorado, Bruno Lima, dentro de sua própria residência. O ataque ocorreu na manhã do dia 1º de janeiro, por volta das 6h, e expõe o drama de uma mulher sob medo e insegurança no […]

G1

Denúncia de agressão e detalhes do ataque

A secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, denunciou ter sido agredida pelo ex-namorado, Bruno Lima, dentro de sua própria residência. O ataque ocorreu na manhã do dia 1º de janeiro, por volta das 6h, e expõe o drama de uma mulher sob medo e insegurança no Piauí.

Segundo Meiry, Bruno não aceitava o fim do relacionamento que findou há quatro anos após uma tentativa de reatar. Apesar de bloqueado desde setembro, a troca de celular da secretária em dezembro desfez o bloqueio, permitindo que Bruno retomasse o contato insistente. Na véspera do ataque, em 31 de dezembro, o atual namorado de Meiry interveio, pedindo que Bruno parasse. A resposta foram ameaças e xingamentos, com Bruno chamando Meiry de “prostituta” e prometendo que ela “iria aprender a respeitar ele”.

A Invasão e a Violência Doméstica

O pesadelo se iniciou quando Meiry Nunes e seu namorado foram despertados por ruídos na parte externa da casa. Violentamente, Bruno Lima pulou o muro da residência e começou a socar a janela de vidro do quarto onde o casal dormia. “Na hora eu soube que era ele”, contou a secretária, que tentou em vão sair do cômodo, mas a chave não entrou na fechadura.

Ao conseguir romper o vidro e invadir o quarto, Bruno iniciou as agressões com socos e chutes em Meiry e seu namorado, proferindo ameaças de que “iriam pagar”. Quando o namorado de Meiry conseguiu escapar em busca de ajuda, Bruno concentrou a violência na secretária. “Me deu mais de 15 socos e disse que eu iria aprender a não negar ele”, relatou a vítima. O agressor só parou quando, ao socar o vidro, cortou os próprios pulsos, apresentando fraqueza devido ao sangramento. Após as agressões, ele pulou o muro novamente e fugiu do local.

Consequências e o Medo Constante

Bruno Lima buscou atendimento médico em Floriano, onde passou por cirurgia por um corte em artéria e permanece internado. Enquanto isso, Meiry Nunes vive o drama de estar fora de sua própria casa, com medo de que o agressor retorne. Ela registrou um Boletim de Ocorrência em Floriano e conseguiu uma medida protetiva.

Contudo, o pedido de prisão preventiva contra o agressor foi negado, intensificando o desamparo da secretária. “Eu estou com medo e fora da minha casa com medo que ele volte”, desabafou Meiry Nunes, destacando a urgência de atenção à violência contra a mulher e a efetividade das proteções legais.

Histórico de relacionamento e perseguição

A agressão sofrida pela secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, em sua própria casa na madrugada do dia 1º de janeiro, é o triste ápice de um longo e conturbado histórico de relacionamento e perseguição. Segundo o relato da secretária, o ex-namorado, Bruno Lima, nunca aceitou o fim do relacionamento, que havia terminado há mais de quatro anos, após uma tentativa de reconciliação frustrada.

Meiry Nunes detalhou que a relação inicial com Bruno Lima ocorreu há cerca de dez anos. Uma tentativa de reatar o namoro, há aproximadamente quatro anos, não obteve sucesso. Desde então, a vida da secretária tem sido marcada por uma série de investidas e insistências do ex-companheiro, que constantemente enviava mensagens pedindo para que reatassem.

A situação se intensificou nos últimos meses. Meiry havia bloqueado Bruno em setembro, mas uma troca de aparelho celular em dezembro acabou por desbloquear os contatos, permitindo que ele retomasse as mensagens. Diante da persistência, o atual namorado de Meiry enviou um áudio a Bruno no dia 31 de dezembro, solicitando que parasse de incomodá-los.

A resposta de Bruno Lima foi imediata e agressiva. Ele teria se alterado profundamente, dirigindo insultos a Meiry, chamando-a de "prostituta" e proferindo ameaças, dizendo que ela "iria aprender a respeitá-lo". Esta escalada de agressividade verbal precedeu em poucas horas o ato de violência física que chocou a cidade de Francisco Ayres, demonstrando a culminância de um padrão de perseguição e não aceitação do término.

Mesmo após a agressão, a secretária de Saúde vive sob medo. O histórico de perseguição e a dificuldade em obter a prisão preventiva do agressor reforçam a apreensão. Meiry Nunes, que já registrou boletim de ocorrência e obteve uma medida protetiva, permanece fora de sua casa, temendo novas investidas e buscando segurança diante da persistência de seu ex-namorado.

Agressor ferido e sem prisão em flagrante

O agressor, Bruno Lima, sofreu ferimentos graves durante a invasão e o ataque à secretária de Saúde. Conforme relato de Meiry Nunes, ele cortou os pulsos enquanto socava a janela de vidro do quarto para conseguir acesso. Esses ferimentos resultaram em uma perda considerável de força, o que, segundo a vítima, levou ao encerramento das agressões. Após o incidente, Bruno conseguiu pular o muro da residência e fugir do local.

Em busca de atendimento médico, Bruno Lima se dirigiu à cidade de Floriano. Lá, ele foi internado em uma unidade hospitalar, onde precisou passar por uma cirurgia de emergência devido ao rompimento de uma artéria. De acordo com informações da secretária Meiry Nunes, o agressor permanece sob cuidados médicos no hospital.

Apesar da gravidade dos fatos e dos ferimentos, o agressor não foi preso em flagrante. A secretária Meiry Nunes informou que, inclusive, um pedido de prisão preventiva contra Bruno Lima foi negado pelas autoridades. Essa situação tem gerado grande apreensão na secretária. "Eu estou com medo e fora da minha casa com medo que ele volte", desabafou Meiry, expressando sua insegurança diante da liberdade do ex-namorado. Ela, no entanto, já registrou um boletim de ocorrência em Floriano e conseguiu uma medida protetiva.

Medida protetiva e o medo da secretária

A secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, conseguiu uma medida protetiva contra o ex-namorado, Bruno Lima, após denunciar ter sido brutalmente agredida dentro de sua própria residência na manhã do dia 1º de janeiro. No entanto, a determinação judicial, que deveria garantir sua segurança, não é suficiente para aplacar o profundo medo que a acompanha, especialmente após a negativa do pedido de prisão preventiva do agressor.

Com a voz embargada, Meiry Nunes revelou o pavor de retornar ao seu lar. "Eu estou com medo e fora da minha casa com medo que ele volte", desabafou. A secretária relatou que não consegue mais entrar em sua casa, vivendo em constante apreensão de que Bruno possa reaparecer, mesmo ciente das restrições impostas pela justiça.

O pedido de prisão preventiva de Bruno Lima foi negado, uma decisão que intensificou o sentimento de vulnerabilidade da secretária. Ela havia registrado um boletim de ocorrência na cidade de Floriano, detalhando a violência sofrida e a ameaça persistente. Bruno, que teria pulado o muro e invadido sua casa, agredindo-a com socos e chutes, segue internado para tratar ferimentos que ele mesmo causou ao quebrar uma janela.

Apesar da medida protetiva formalmente estabelecida, a realidade de Meiry Nunes é de insegurança e de uma vida que precisou ser reorganizada às pressas. O temor de que o ex-namorado retorne e a persistência da agressão em sua memória a mantêm distante de casa, evidenciando que, muitas vezes, a proteção legal não se traduz imediatamente em paz e segurança emocional para as vítimas de violência doméstica em Francisco Ayres.

Fonte: https://g1.globo.com

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