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Ex-guarda civil é julgado por feminicídio e homicídio em Teresina

Ex-guarda civil é julgado por feminicídio e homicídio em Teresina, após matar ex-companheira e vereador em 2025.
Ex-guarda civil é julgado por feminicídio e homicídio em Teresina

Francisco Fernando de Oliveira Castro, ex-guarda civil municipal, será julgado por um júri popular sob a acusação de ter assassinado sua ex-companheira, Penélope Miranda de Brito Castro, e o vereador Thiciano Ribeiro da Cruz. Os crimes ocorreram em 27 de agosto de 2025, no Centro de Teresina.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira (28) pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, que pronunciou o réu por feminicídio, com as qualificadoras de violência doméstica e menosprezo à condição de mulher. A acusação de homicídio qualificado contra o vereador inclui motivos torpes e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além disso, Francisco Fernando também foi pronunciado por lesão corporal culposa, atingindo um taxista durante os disparos. A juíza afastou a acusação de tentativa de homicídio, pois o motorista não era o alvo direto da ação, mas foi ferido no contexto do ataque a Penélope e Thiciano.

Com essa decisão, o júri popular terá a responsabilidade de avaliar as provas e determinar a culpabilidade do ex-guarda civil, que enfrenta acusações graves de feminicídio, homicídio qualificado e lesão corporal.

Detalhes do crime

O crime ocorreu na manhã de 27 de agosto de 2025, na Rua Dr. Arêa Leão, próximo a um hospital particular em Teresina. Francisco Fernando utilizou uma pistola calibre 9 milímetros, arma institucional da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, para disparar contra as vítimas, que morreram no local.

Segundo o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), o acusado não aceitava o término do relacionamento de cerca de dez anos com Penélope. Após a separação, ele teria começado a persegui-la e a monitorar sua rotina, exigindo até que ela deixasse seu cargo na Guarda Municipal para que pudessem reatar.

Testemunhas relataram que Penélope vivia sob constante vigilância do ex-companheiro. Durante o interrogatório, Francisco Fernando confessou os assassinatos, alegando que o crime foi motivado pela descoberta de uma suposta traição em mensagens no celular da ex-companheira.

Consequências e próximos passos

O caso levanta questões importantes sobre a violência de gênero e o papel das instituições na proteção das vítimas. O julgamento de Francisco Fernando será um marco na busca por justiça em um contexto onde o feminicídio continua a ser uma preocupação crescente.

O júri popular, que analisará as provas e ouvirá testemunhas, será crucial para determinar a responsabilidade criminal do réu. A sociedade aguarda ansiosamente por um desfecho que possa trazer alguma forma de justiça para as vítimas e suas famílias.

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Fonte: portalclubenews.com

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