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Equador eleva em 900% tarifa de transporte de petróleo colombiano

Em um novo e tenso capítulo na relação com a Colômbia, o presidente do Equador, Daniel Noboa, determinou um reajuste de 900% no preço do transporte de petróleo colombiano. A medida, que irritou novamente o governo de Gustavo Petro, afeta o uso do oleoduto Sote por usuários estrangeiros, elevando a tarifa de aproximadamente US$ 2,5 […]

Presidente do Equador, Daniel Noboa - 18/08/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Em um novo e tenso capítulo na relação com a Colômbia, o presidente do Equador, Daniel Noboa, determinou um reajuste de 900% no preço do transporte de petróleo colombiano. A medida, que irritou novamente o governo de Gustavo Petro, afeta o uso do oleoduto Sote por usuários estrangeiros, elevando a tarifa de aproximadamente US$ 2,5 para mais de US$ 30 por barril.

A decisão de Noboa foi contextualizada como uma ação de segurança nacional. Segundo o presidente, o conflito de fundo não é comercial, mas estrutural, ligado à falta de controle na fronteira. “O abandono da fronteira permitiu a expansão do narcotráfico. Essa medida está alinhada com a política de segurança nacional para fortalecer a fronteira. A população exige ação e estamos agindo”, afirmou.

Do lado colombiano, a reação foi imediata. Edwin Palma, ministro de Minas e Energia, classificou a nova medida como mais uma agressão contra o povo colombiano. Ele ressaltou o impacto negativo sobre pequenos e médios produtores da região de Putumayo, considerados vitais para a manutenção do emprego e da estabilidade social em uma área historicamente marginalizada.

Escalada de tensões na fronteira

A disputa entre os dois países sul-americanos ganhou força na semana passada, quando o Equador impôs tarifas de 30% sobre vários produtos colombianos. A justificativa foi a alegada insuficiência do governo colombiano em coibir o narcotráfico na fronteira comum, uma pauta central para a administração Noboa.

Em retaliação, o governo de Gustavo Petro adotou tarifas recíprocas e, ainda, decidiu suspender as vendas de energia ao país vizinho. Essa interrupção coloca em risco a segurança energética do Equador, que enfrenta um período de seca prolongada.

O cenário comercial entre Equador e Colômbia aponta para um superávit de US$ 849 milhões para a Colômbia. No período entre janeiro e outubro de 2025, a Colômbia vendeu US$ 1,529 bilhão para o Equador, enquanto suas compras somaram US$ 680 milhões. Produtos como medicamentos, açúcar, combustíveis para aviação, veículos e café estão entre os mais afetados pelas restrições de exportação colombianas, enquanto as importações equatorianas incluem tábuas de madeira, peixe enlatado e cacau.

Acompanhe os próximos desdobramentos desta disputa regional no Altos News.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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