O termo WAGs, sigla em inglês para “Wives and Girlfriends” (esposas e namoradas), se popularizou para designar as companheiras de jogadores de futebol e outros atletas profissionais. Embora amplamente utilizado, o conceito carrega uma trajetória marcada por mudanças de significado e debates sobre identidade.
wags: cenário e impactos
A expressão surgiu no Reino Unido no início dos anos 2000 e ganhou destaque durante a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, quando a imprensa passou a acompanhar não apenas os atletas, mas também suas vidas pessoais, incluindo as mulheres ao seu lado. Desde então, o termo se espalhou globalmente, especialmente em grandes eventos esportivos.

Entre as figuras que ajudaram a consolidar essa visibilidade está Victoria Beckham, esposa do ex-jogador David Beckham. Ela se destacou não apenas pelo relacionamento, mas por transformar a exposição midiática em oportunidades profissionais, desenvolvendo carreira como empresária e personalidade da moda.

Inicialmente, o termo WAGs era frequentemente associado a estereótipos negativos, comparáveis ao termo “maria-chuteira” no Brasil. Muitas dessas mulheres eram vistas como dependentes do sucesso dos atletas, o que gerava críticas e reduzia suas identidades a relacionamentos afetivos.
Com o passar do tempo, esse cenário começou a mudar. Atualmente, muitas das mulheres rotuladas como WAGs possuem carreiras próprias e independentes, atuando como influenciadoras digitais, empresárias, modelos, cantoras e profissionais de diversas áreas. Algumas acumulam milhões de seguidores nas redes sociais e exercem forte influência no comportamento do público.

Nomes como Georgina Rodríguez (Cristiano Ronaldo), Antonela Roccuzzo (Messi) e Bruna Biancardi (Neymar) estão entre os exemplos mais conhecidos na atualidade. Cada uma delas construiu presença pública que vai além da relação com jogadores, consolidando marcas pessoais e projetos próprios.

Ainda assim, o uso do termo segue gerando discussões. Algumas companheiras de atletas demonstram desconforto com a classificação, defendendo que suas identidades não devem ser resumidas a um rótulo.
Recém-formada em Medicina, Isabella Rousso, namorada de Gabriel Martinelli, repercutiu nas redes após responder a um comentário de Gabrielle Figueiredo. Ao celebrar a formatura, ela recebeu a brincadeira: “Não me chame de WAG! Me chame de médica”.

O episódio reflete uma mudança mais ampla no entendimento sobre o conceito. Nos dias atuais, a sigla ainda é usada socialmente e pela mídia, mas passa a conviver com um olhar mais crítico e atento à valorização individual dessas mulheres.
Em meio a esse novo contexto, cresce a percepção de que as chamadas WAGs deixaram de ser apenas figuras de bastidores para se tornarem protagonistas dentro e fora dos gramados.