Empresas brasileiras demonstram sentimentos diversos sobre o futuro econômico do país. Há um notável **otimismo em relação à atividade econômica** e à expectativa de que a inflação diminua. Contudo, essa confiança é moderada quando o assunto são os planos de contratação e as preocupações com a lucratividade, segundo a pesquisa “S&P Global Brazil Business Outlook”, da agência de rating S&P Global, que consulta 12 mil empresas da indústria e serviços.
Em fevereiro, o índice de atividade empresarial registrou um aumento de 30% no saldo líquido, uma leve alta comparado aos 29% observados em outubro de 2025, indicando uma melhora nas projeções de crescimento para o ano. Os dados foram coletados entre 4 e 24 de fevereiro, não abrangendo o início da guerra no Oriente Médio, evento que, segundo Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, traz novos desafios para o Banco Central, apesar da diminuição das expectativas de inflação nas categorias monitoradas.
Apesar de a capacidade de produção de energia doméstica proteger o Brasil de aumentos de preços de importação de petróleo, há risco de inflação devido a interrupções nas cadeias globais de suprimentos. Este cenário pode impactar o ritmo e a duração de potenciais cortes nas taxas de juros, podendo até atrasar o primeiro movimento.
Lucratividade e perspectivas
Os planos de fixação de preços foram revisados para baixo, com o saldo líquido agregado de custos sobre a produção no Brasil atingindo o menor patamar em cinco anos, cerca de 30%. A proporção de empresas que preveem lucros maiores caiu de aproximadamente 8% para 7%, o menor índice desde o início da pandemia de Covid-19 e abaixo da média global de 12%. Entre 12 países comparáveis, o Brasil se destaca pelo otimismo derivado de parcerias internacionais, lançamentos de produtos, a Copa do Mundo e a reforma tributária, além da expectativa de juros mais baixos e ganhos de produtividade com investimentos em inteligência artificial.
Contratações em baixa
Por outro lado, os planos de contratação foram revisados para baixo pela terceira pesquisa consecutiva. O saldo líquido de empregos alcançou 5%, o menor nível desde junho de 2020. Essa moderação é atribuída a elevadas pressões de custo, incertezas sobre políticas públicas decorrentes das eleições de 2026 e a persistente escassez de mão de obra qualificada.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br