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Lula vence Flávio Bolsonaro por 4,43 milhões de votos; polêmica sobre horário de votação

Lula vence Flávio Bolsonaro por 4,43 milhões de votos; polêmica sobre horário de votação e contestações marcam o resultado.
Lula vence Flávio Bolsonaro por 4,43 milhões de votos; polêmica sobre horário de votação

O resultado das eleições presidenciais trouxe à tona uma polêmica envolvendo o horário de votação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de 4.430.191 votos, mas a contestação do candidato derrotado sobre a prorrogação do horário de votação gerou debates acalorados.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 34.330 votos, ou 0,03% do total, foram registrados após as 17h de domingo, 25 de outubro. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de manter as urnas abertas até às 19h, foi contestada por Flávio, que afirmou que essa medida não teve impacto significativo no resultado final.

Contestação de Flávio Bolsonaro

Após a derrota, Flávio Bolsonaro declarou que “é impossível aceitar o resultado dessas eleições” e anunciou que solicitará a anulação dos votos. Ele criticou a decisão do STF, chamando-a de “sacanagem” e alegando que foi uma mudança nas regras do jogo no momento crucial da apuração.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo”, afirmou Flávio.

Impacto da prorrogação do horário de votação

De acordo com análises de especialistas, a maior parte dos votos registrados após as 17h ocorreu entre 17h e 17h20, indicando que eram de eleitores que estavam na fila. Em São Paulo, 80% das zonas eleitorais já haviam fechado às 17h. O levantamento de Apolinário Passos, engenheiro de dados, revelou que apenas 5.052 votos foram computados após as 17h nas urnas que permaneceram abertas até às 19h.

Reações e desdobramentos

Flávio Bolsonaro questionou também o procedimento do TSE após a apuração, alegando que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre durante o processo. No entanto, o tribunal desmentiu essa afirmação, esclarecendo que a sala-cofre não é aberta à visitação e que representantes de partidos têm acesso a outras áreas do tribunal durante a totalização dos resultados.

Outros membros do PL, como o deputado Nikolas Ferreira, também criticaram a decisão de Zanin e a validade do resultado. “É impossível acreditar que, simplesmente o ex-advogado pessoal do Lula toma uma decisão um minuto após encerrar a apuração”, disse Ferreira.

Com a vitória de Lula, o cenário político se torna ainda mais tenso, com promessas de contestação judicial por parte da campanha de Flávio Bolsonaro. A situação continua a ser monitorada, e novas informações podem surgir nos próximos dias.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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