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Novas drogas para emagrecer prometem revolução na economia e saúde, dizem analistas

Após o fim da patente da semaglutida, principal componente das populares canetas emagrecedoras, em mercados cruciais como Brasil, Índia, China e México, uma nova onda de transformações está se desenhando. Analistas apontam para uma “segunda revolução” que transcende a saúde e atinge a economia, a sociedade e a cultura global. A expectativa é que o […]

Ozempic, medicamento composto por semaglutida, utilizado para tratamento de diabetes, da Nova Nor...

Após o fim da patente da semaglutida, principal componente das populares canetas emagrecedoras, em mercados cruciais como Brasil, Índia, China e México, uma nova onda de transformações está se desenhando. Analistas apontam para uma “segunda revolução” que transcende a saúde e atinge a economia, a sociedade e a cultura global. A expectativa é que o aumento do acesso a essas novas drogas para emagrecer, que promoveram perdas significativas de peso, reduza custos de saúde e impulsione mudanças em setores variados.

O Impacto da Obesidade e o Potencial dos Novos Medicamentos

A obesidade, considerada uma das maiores crises globais de saúde, afeta 44% dos adultos no planeta com sobrepeso ou obesidade, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa condição crônica, desencadeada por fatores como alimentação ultraprocessada e sedentarismo, causa 5 milhões de mortes anuais apenas por doenças cardiovasculares. O impacto econômico global de sobrepeso e obesidade deve atingir US$ 4,32 trilhões por ano até 2035, conforme a Federação Mundial de Obesidade (FMO), equiparando-se ao custo da pandemia de Covid-19 em 2020.

Embora as canetas emagrecedoras, como Ozempic e Wegovy (Novo Nordisk), não curem a obesidade, espera-se que sua maior disponibilidade tenha um imenso impacto. Atualmente, apenas cerca de 7% dos pacientes com diabetes e 2% da população obesa globalmente utilizam esses fármacos, apesar de uma pesquisa publicada na Lancet estimar que 27% da população mundial seria elegível. O alto preço tem sido o principal limitador de acesso.

Novas Opções e o Cenário no Brasil

Com a patente da semaglutida expirada, cerca de cem novos medicamentos contendo a substância são esperados no mundo até o fim do ano. Estes não serão necessariamente genéricos ou em formato de caneta, mas trarão a semaglutida, prometendo uma significativa queda de preços. No Brasil, 17 laboratórios já têm pedidos de análise na Anvisa, com uma redução de preço esperada entre 30% e 40% para este ano.

O Brasil, assim como a Índia, é um país superatingido pela obesidade. Dados do Vigitel/Ministério da Saúde indicam que 62,6% dos adultos brasileiros estão acima do peso, sendo 25,7% obesos. A disponibilidade de novas opções a custos mais acessíveis pode ter um impacto substancial na saúde pública e na economia local. Projeções otimistas vislumbram, graças a essas inovações, um mundo em 2030 com 20% menos infartos e AVCs, além de uma economia de combustível para companhias aéreas devido a passageiros mais leves.

A indústria de alimentos, por outro lado, já prevê uma queda no consumo, com análises indicando uma redução de 1,3% na ingestão calórica nos EUA até 2035. Essas transformações econômicas e sociais reforçam a amplitude da “revolução” trazida pelos novos medicamentos.

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Fonte: https://www.infomoney.com.br

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