No início da tarde desta segunda-feira (18), o dólar apresentou uma queda significativa de 1,23%, sendo cotado a R$ 5,003. Essa movimentação está alinhada com o cenário internacional, onde o alívio nos preços do petróleo tem impulsionado um maior apetite por risco, beneficiando moedas emergentes como o real.
A redução nos preços do petróleo se deve a uma informação de uma agência iraniana, que revelou que os Estados Unidos estariam dispostos a suspender sanções ao petróleo iraniano, de acordo com fontes próximas às negociações.
Impacto do petróleo nas cotações
Por volta das 14h43, o dólar recuou 1,29%, cotado a R$ 5,000, enquanto o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, caiu 0,26%. Nesse mesmo horário, a Bolsa de Valores também registrou uma queda de 0,33%, atingindo 176.697 pontos.
Negociações entre Irã e EUA
O foco do mercado está nas negociações entre Irã e Estados Unidos. Teerã teria respondido à proposta de paz apresentada pelos americanos, e o Paquistão, atuando como mediador, confirmou que recebeu a resposta e a encaminhou aos EUA. O porta-voz do ministério de Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, destacou que as demandas iranianas foram reafirmadas a cada rodada de negociações.
Além disso, a agência de notícias Tasnim informou que os EUA demonstraram flexibilidade em permitir que o Irã mantenha atividades nucleares pacíficas sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).
Tensões e suas consequências
As tensões aumentaram no último domingo (17), quando o presidente dos EUA, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã, afirmando que o país deve agir rapidamente para evitar consequências severas. Essa retórica adiciona um prêmio de risco ao mercado, enquanto rumores sobre uma proposta revisada do Irã contribuem para a queda dos preços do petróleo, que superaram US$ 110 após 13 dias.
Repercussões no Brasil
No Brasil, os conflitos no Oriente Médio já refletem nos indicadores econômicos, levando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa. A ata da última reunião do comitê indicou que os dados de inflação mostram sinais claros dos efeitos dos conflitos geopolíticos. A inflação projetada para o fim do ano é de 4,92%, acima da meta oficial de 3%.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou uma queda de 0,7% em março, o que representa o primeiro recuo mensal do ano e o mais intenso desde maio de 2025. Essa situação reforça a necessidade de cautela diante de um cenário macroeconômico adverso.
Desdobramentos políticos e econômicos
Internamente, o mercado também está atento ao caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Revelações sobre um pedido de financiamento para um filme geraram preocupações sobre a candidatura presidencial do senador, que pode impactar o cenário político e econômico.
Na última sexta-feira (15), o dólar fechou em R$ 5,066, o maior nível desde 8 de abril. O clima de volatilidade no mercado reflete as incertezas políticas e econômicas que permeiam o país.
Investidores devem continuar acompanhando os desdobramentos das negociações internacionais e os impactos no cenário econômico brasileiro.
Fonte: noticiasaominuto.com.br