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Dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos

Dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos, impactado pela guerra no Irã e reações do mercado.
Dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos

O dólar atingiu a marca de R$ 4,999 nesta segunda-feira (13), rompendo o piso de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. A queda da moeda americana ocorre em meio a novos desdobramentos da guerra no Irã, que impactam os mercados globais.

Reações do mercado e contexto internacional

A cotação foi registrada no início da tarde, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicaram que o Irã deseja negociar um acordo para encerrar o conflito que se arrasta desde fevereiro. Antes disso, o mercado reagiu ao fracasso das negociações de paz no fim de semana e ao bloqueio do estreito de Hormuz, uma importante rota de transporte de petróleo e gás natural liquefeito.

Às 14h43, o dólar recuava 0,35%, cotado a R$ 4,992, alinhando-se ao movimento de desvalorização da moeda americana no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras seis moedas fortes, apresentava uma queda de 0,11%.

Impacto na Bolsa e no petróleo

Enquanto o dólar recuava, a Bolsa de Valores brasileira registrava alta de 0,29%, alcançando 197.907 pontos e testando um novo recorde histórico. O bloqueio no estreito de Hormuz começou às 11h, horário de Brasília, e, segundo monitores, apenas dois navios iranianos tentaram transitar pela região, em comparação a 140 antes do início do conflito.

O preço do petróleo Brent também foi afetado, superando a marca de US$ 100 por barril, com alta de mais de 5%. A aversão ao risco voltou a dominar os mercados internacionais, exceto para os índices S&P 500 e Nasdaq Composite, que apresentaram pequenas altas.

Negociações e tensões no Irã

Trump anunciou o bloqueio após as delegações não chegarem a um acordo em três rodadas de conversas, a última das quais se encerrou na noite de sábado. A delegação iraniana apresentou demandas que incluem a liberação de ativos bloqueados e reparações por danos causados pela guerra.

Os militares americanos afirmaram que o bloqueio será aplicado de forma imparcial a embarcações de todos os países, mas não impedirão a navegação de barcos que não tenham como destino os portos iranianos.

Expectativas futuras e análise de especialistas

Os mercados estão em um momento de cautela, com a possibilidade de uma retomada dos ataques contra o Irã. Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado global da Ebury, destacou que os investidores estão tentando interpretar as notícias e que, até o momento, os mercados têm lidado relativamente bem com a situação.

Benjamin Jones, chefe global de pesquisa da Invesco, comentou que a falta de clareza sobre o futuro das negociações e a continuidade do conflito mantém os investidores em alerta. Ele prevê uma pressão renovada sobre os ativos de risco e uma alta nos preços do petróleo no início da semana.

Na semana anterior, a expectativa em torno do cessar-fogo e das negociações havia impulsionado os mercados, levando o Ibovespa a renovar seu recorde histórico por três dias consecutivos.

Para mais informações sobre o impacto da economia global nas finanças locais, continue acompanhando nossas atualizações.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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