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Diretor da Polícia Federal nega qualquer pressão por delações

Diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nega pressão por delações após ação contra senador Ciro Nogueira.
Diretor da Polícia Federal nega qualquer pressão por delações

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reafirmou nesta sexta-feira, 8, que a corporação não realiza operações com o intuito de pressionar investigados ou induzir acordos de delação premiada. A declaração veio à tona um dia após a ação da PF que visou o senador Ciro Nogueira (PP), presidente nacional do partido.

Investigação sobre Ciro Nogueira

A operação, parte da investigação sobre supostos repasses mensais ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, levantou questionamentos na esfera política. Andrei Rodrigues enfatizou que a delação é um direito do investigado, e que a PF não interfere nesse processo. “Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar ou deixar de pressionar para obter outro resultado”, afirmou Rodrigues.

Repercussão política e documentos encaminhados

A ação da PF gerou reações entre parlamentares em Brasília. O senador Carlos Viana (PSD-MG), presidente da CPMI do INSS, mencionou que a comissão já aguardava o avanço das investigações sobre Nogueira. A CPMI enviou documentos ao Supremo Tribunal Federal e ao procurador-geral da República, abordando uma suposta “rede de influência, poder e corrupção” relacionada ao caso.

Detalhes da operação Compliance Zero

Na quinta-feira, 8, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Ciro Nogueira durante a nova fase da Operação Compliance Zero. As investigações apuram crimes financeiros e irregularidades associadas ao Banco Master. A Polícia Federal indicou que diálogos interceptados sugerem repasses mensais variando entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

Defesa de Ciro Nogueira

A defesa do senador Ciro Nogueira refutou as alegações de irregularidades e repudiou qualquer insinuação de ilicitude na atuação parlamentar do senador. Andrei Rodrigues também se absteve de comentar sobre uma possível colaboração premiada de Daniel Vorcaro, afirmando que a PF não tem conhecimento sobre os termos de qualquer negociação em andamento.

A situação continua a se desenrolar, e a Polícia Federal segue com suas investigações, enquanto a repercussão política se intensifica em Brasília.

Para mais informações sobre as operações da Polícia Federal, fique atento às atualizações.

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