A Diocese de Floriano, no Piauí, implementou restrições ao uso de Inteligência Artificial (IA) que possam distorcer a voz e a imagem de religiosos em comunicações oficiais, como missas e eventos paroquiais. A decisão foi formalizada em um documento assinado pelo bispo Júlio Cézar Sousa, publicado na semana passada.
Diretrizes da Diocese
O bispo Júlio Cézar esclareceu que a proibição não se estende a todos os usos da IA, mas apenas àqueles que resultem em distorções. “O que estamos proibindo é a utilização da ferramenta para alterar rostos e vozes. A dignidade da pessoa humana deve ser respeitada”, afirmou em entrevista à TV Clube.
Base na Encíclica do Papa
A decisão da Diocese está fundamentada na encíclica “Magnifica Humanitas”, do Papa Leão XIV, publicada em 25 de maio de 2026. O documento discute a relação da humanidade com a IA, enfatizando a necessidade de preservar a dignidade e a autenticidade das pessoas.
Impacto nas Comunicações Paroquiais
No comunicado, a Diocese destaca que a IA pode causar distorções na imagem de bispos, padres e leigos, comprometendo a veracidade das informações. Para garantir a autenticidade, as equipes paroquiais e os agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom) foram orientados a utilizar o aplicativo CANVA para a criação de conteúdos visuais, além de fotografias reais com a devida autorização.
Objetivo da Medida
A medida visa proteger a identidade única de cada indivíduo, que é manifestada por sua voz e rosto. A Diocese de Floriano reafirma seu compromisso com a verdade e a dignidade humana, conforme ressaltado na mensagem do Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, em 24 de janeiro de 2026.
Com essa iniciativa, a Diocese busca não apenas regular o uso de tecnologias, mas também fomentar uma comunicação mais ética e respeitosa dentro da Igreja.
Para mais informações sobre as diretrizes da Diocese de Floriano, acompanhe nossas atualizações.
Fonte: portalclubenews.com