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Governo recebe 4.300 denúncias de assédio eleitoral em três dias

Governo recebe 4.300 denúncias de assédio eleitoral em três dias de canal de denúncias do MTE.
Governo recebe 4.300 denúncias de assédio eleitoral em três dias

O governo federal registrou 4.300 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em apenas três dias de funcionamento do novo canal de denúncias, lançado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A informação foi divulgada neste sábado (31) e reflete um aumento nas preocupações com a integridade do voto no país.

O canal online, que permite o registro de denúncias de forma anônima, foi criado após uma série de campanhas nas redes sociais que incentivaram a demissão de trabalhadores com orientações políticas de esquerda, especialmente após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

Concentração das denúncias e análise em andamento

De acordo com os dados do MTE, a região Sudeste é a que concentra a maior parte das denúncias, com 2.087 casos. O estado de São Paulo lidera o ranking, contabilizando 1.325 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro com 354 e Minas Gerais com 345. A região Sul também apresenta um número significativo, com o Paraná registrando 268 e Santa Catarina 259 denúncias. Todas as ocorrências estão sendo analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho.

Atuação do Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também está ativo na questão, recebendo 2.400 denúncias ao longo do ano eleitoral, sendo 530 delas após as eleições de 2026. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância de proteger os trabalhadores de ameaças e coações relacionadas às suas escolhas políticas, reafirmando que o voto deve ser livre e secreto.

Consequências do assédio eleitoral

O assédio eleitoral é considerado crime e pode incluir práticas como ameaças de demissão ou outras represálias baseadas nas preferências políticas dos empregados. A legislação prevê penas que incluem reclusão e multas. Atualmente, propostas para aumentar as penalidades por assédio eleitoral estão paradas no Congresso Nacional.

Decisões judiciais e ações contra redes sociais

Em uma ação civil pública, a Justiça do Trabalho determinou que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, removesse publicações que incentivavam empresários a monitorar e demitir funcionários com base em suas escolhas eleitorais. A decisão foi proferida pelo juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, e a Meta tem um prazo de 24 horas para cumprir a ordem. Além disso, o MPT está buscando uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

Essas ações refletem um esforço conjunto do governo, do MPT e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para coibir práticas de assédio eleitoral e garantir um ambiente de trabalho respeitoso e livre de coações políticas.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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