O craque Cristiano Ronaldo estaria insatisfeito com a gestão do Al-Nassr, na Arábia Saudita, e se recusa a jogar, segundo o jornal português A Bola. Sua queixa aponta para uma suposta falta de aportes do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) no clube, priorizando outros gigantes locais como o Al-Hilal.
Desigualdade nos investimentos levanta questionamentos
Dados do jornal espanhol As corroboram a insatisfação. Desde a chegada do português ao Al-Nassr em 2023, o clube investiu 410 milhões de euros em contratações como Mané, Otávio e Laporte. Em contraste, o rival Al-Hilal recebeu 647 milhões de euros para nomes como Neymar, Malcom, Rúben Neves e Mitrovic. Al-Ahli (380 milhões) e Al-Ittihad (365 milhões) também tiveram investimentos distintos.
Reforços e a rivalidade acirrada
Na atual janela de transferências, o Al-Hilal já desembolsou 30 milhões de euros por Kader Meïté e 23 milhões de euros por Saïmon Bouabré. A tensão aumentou na última segunda-feira, com o anúncio da contratação do francês Karim Benzema, vindo do Al-Ittihad, pelo Al-Hilal.
Um noticioso apontou que a ausência de Cristiano Ronaldo na última partida do Al-Nassr teria pressionado a administração da liga saudita, responsável por aprovar a transferência de Benzema. Isso, segundo a publicação, teria provocado uma “guerra sem precedentes” entre Al-Nassr e Al-Hilal.
A situação é vista como desestabilizadora para a competição pelo título, especialmente por envolver dois clubes que pertencem ao PIF, conforme a mesma fonte.
Em janeiro, o técnico Jorge Jesus, do Al-Nassr, já havia afirmado que o clube “não tinha o poder político do Al-Hilal”, declaração que gerou grande repercussão no futebol saudita.
Assim como o craque, o treinador também cobra mais reforços. Ele reforçou o protesto de Cristiano Ronaldo ao não falar com a imprensa após a vitória sobre o Al-Riyadh, na última segunda-feira.
O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita é um dos maiores fundos soberanos globais, buscando diversificar a economia do país. O esporte é uma estratégia chave para promover a nação, mas a aparente disparidade levanta questionamentos sobre a equidade entre as equipes.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br