O tradicional Corso de Teresina, desfile de carros decorados que marcou gerações na capital piauiense, não será realizado pelo segundo ano consecutivo, conforme comunicado pela prefeitura. A festa, que em 2012 foi reconhecida pelo Guinness Book como o maior desfile de carros abertos do mundo, deixa uma lacuna na programação cultural da cidade, reacendendo memórias de sua rica trajetória.
Das origens familiares ao crescimento popular
O costume de enfeitar carros e usar fantasias criativas surgiu em Teresina na década de 1930, acompanhando a chegada dos primeiros automóveis à capital. Inicialmente, o evento contava com a participação de famílias que assistiam aos desfiles das portas de suas casas, criando um ambiente de confraternização. Nos inícios dos anos 50, o Corso ganhou proporção, atraindo mais pessoas e introduzindo a decoração de caminhões.
Na década de 1980, com a ascensão dos desfiles de escolas de samba e outros blocos no centro, o Corso perdeu parte de seu protagonismo. No entanto, em 1997, a Prefeitura de Teresina promoveu uma revitalização, antecipando o evento para um final de semana anterior ao Carnaval, o Zé Pereira, o que impulsionou a participação de foliões.
O auge e o retorno pós-pandemia
O reconhecimento internacional veio em 2012, quando o desfile foi oficialmente registrado no Guinness Book como o maior do planeta. Naquela ocasião, mais de 340 veículos percorreram as ruas, mobilizando cerca de 40 mil pessoas em uma celebração vibrante.
Após um hiato de dois anos devido à pandemia de Covid-19, o Corso retornou em 2023 com entusiasmo. A edição contou com 20 caminhões inscritos, três palcos e a apresentação de 16 bandas, além de outras atrações. Temáticas como safári, reggae e quadrilha organizada foram destaques entre os veículos decorados.
Cancelamento e o futuro da festa
A interrupção do Corso, agora pelo segundo ano consecutivo, remete às declarações do prefeito Silvio Mendes. Em janeiro de 2025, ele informou a impossibilidade de financiar as festas de Carnaval e do Corso na capital naquele ano. Posteriormente, em 2026, foi anunciado que não haveria Corso pelo segundo ano consecutivo, embora verba fosse liberada para a estrutura de blocos de rua. A decisão levanta debates sobre a preservação das tradições culturais de Teresina.
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Fonte: https://g1.globo.com