Centenas de fiéis participaram, nesta quinta-feira (4), da programação de Corpus Christi no Centro de Teresina. A celebração da Igreja Católica contou com os tradicionais tapetes, que transformaram as ruas em um percurso de aproximadamente 1.580 metros.
corpus: cenário e impactos
Cerca de 600 voluntários, entre fiéis, seminaristas, pastorais e integrantes de movimentos religiosos, se dedicaram à montagem dos tapetes. O trabalho começou por volta das 20h de quarta-feira (3) e seguiu durante a madrugada.
Geovana, estudante de medicina e integrante do grupo dirigente do Encontro de Jovens com Cristo da Catedral de Nossa Senhora das Dores, destacou que os tapetes representam a história da celebração e a vivência de fé dos jovens. “Esse ano, junto com os casais do Encontro de Casais com Cristo, fizemos quase toda a parte da frente da igreja, contando um pouco da história da catedral”, contou.
“Durante dois dias, pintamos as serragens e montamos os tapetes como se fosse um quebra-cabeça”, completou Geovana.
O processo de produção ocorreu ao longo da semana, mas a montagem foi realizada na véspera do feriado, com os últimos voluntários deixando o local por volta das 4h da manhã.
A advogada Rosa Portela, natural de Santa Cruz dos Milagres, também participou pela primeira vez da celebração no Centro de Teresina. Ela esteve acompanhada da mãe e do filho, e ressaltou a importância do momento. “É um feriado que a gente tira para se reconciliar com Jesus”, afirmou.
A programação continuou com a exposição dos milagres eucarísticos na Praça Saraiva e apresentações culturais promovidas pela Renovação Carismática Católica. A Santa Missa foi celebrada às 16h pelo arcebispo metropolitano de Teresina, Dom Juarez Sousa da Silva.
Segundo o padre Valdiano Araújo, os tapetes são uma expressão de fé e adoração ao Santíssimo Sacramento. “Os tapetes não são o centro da celebração. O centro é a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”, explicou o padre responsável pela organização.
Percurso e significados dos tapetes
A procissão teve início na Praça Saraiva, em frente à Catedral de Nossa Senhora das Dores, e seguiu pelas ruas Félix Pacheco, Rui Barbosa, José dos Santos e Silva e David Caldas, terminando na Igreja São Benedito. Ao todo, foram 16 trechos, cada um trazendo símbolos e mensagens sobre a vida cristã e a vivência comunitária.
Os desenhos seguiram o tema “Ele armou sua tenda entre nós”, inspirado nas Diretrizes Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A criatividade foi uma das marcas da celebração, com materiais como serragem colorida, areia, brita, sal, papelão, bandejas de ovos, algodão, borra de café, folhas, palha de arroz e flores.
“Essa tradição é uma das expressões mais bonitas da união entre fé, arte, serviço e comunidade”, afirmou o padre Valdiano, ressaltando que a evangelização acontece também nas ruas da cidade.
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