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Coren-PI exige convocação de aprovados e alerta para déficit na enfermagem em

A rede pública de saúde de Teresina enfrenta um grave déficit de profissionais de enfermagem, uma situação que coloca em risco a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), representado por seu presidente, Samuel Freitas, reuniu-se com a presidente da […]

Enfermagem sofre deficiência (Foto:g1)

A rede pública de saúde de Teresina enfrenta um grave déficit de profissionais de enfermagem, uma situação que coloca em risco a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), representado por seu presidente, Samuel Freitas, reuniu-se com a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, para abordar essa crise iminente. O principal ponto de discussão foi a necessidade urgente de convocação dos aprovados no último concurso público da Prefeitura de Teresina, como medida crucial para mitigar a sobrecarga de trabalho das equipes atuais e garantir o atendimento adequado à população. A escassez de profissionais, estimada em mais de 200 enfermeiros e técnicos, já provoca impactos severos, especialmente no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

A crise da enfermagem em Teresina e seus impactos

A deficiência de profissionais de enfermagem na capital piauiense alcançou um patamar crítico, comprometendo diretamente a operacionalidade e a eficiência da rede de saúde municipal. De acordo com levantamentos recentes, o sistema opera com uma carência superior a 200 enfermeiros, auxiliares e técnicos, um número alarmante que se reflete na qualidade do cuidado prestado à população. Essa lacuna não apenas sobrecarrega as equipes existentes, que se desdobram para preencher as escalas, mas também aumenta o risco de erros e diminui o tempo dedicado a cada paciente, afetando a segurança e a recuperação.

O impacto na assistência e segurança do paciente

A falta de pessoal qualificado no setor de enfermagem tem um efeito cascata em todo o sistema de saúde. Em unidades básicas de saúde (UBS), a redução de profissionais pode significar a diminuição do número de consultas, a demora na triagem e no atendimento de emergências, e a sobrecarga de responsabilidades para os poucos enfermeiros disponíveis. Em hospitais, a situação é ainda mais grave, com escalas incompletas levando a longas jornadas de trabalho, fadiga e estresse entre os profissionais. Consequentemente, a vigilância constante dos pacientes, a administração precisa de medicamentos e a execução de procedimentos complexos podem ser comprometidas, expondo os pacientes a riscos desnecessários e impactando negativamente os desfechos clínicos. A situação em Teresina é um reflexo preocupante da realidade de muitos sistemas públicos de saúde no país, onde a valorização e a recomposição do quadro de enfermagem são essenciais para manter a qualidade e a segurança da assistência.

Medidas urgentes e desafios estruturais

Diante do cenário de escassez, a principal reivindicação do Coren-PI à FMS é a convocação imediata dos profissionais aprovados no último concurso público da Prefeitura de Teresina. Para a entidade, essa é a solução mais eficaz e célere para aliviar a pressão sobre as equipes de enfermagem e garantir um atendimento mais digno e seguro à população. A espera pela nomeação de candidatos aptos, enquanto a rede de saúde sofre com a falta de pessoal, é vista como um paradoxo que precisa ser resolvido com urgência pelas autoridades municipais.

Convocação de aprovados e a precariedade das unidades

A urgência na convocação dos profissionais aprovados no concurso público é justificada pela necessidade de estabilizar as escalas de trabalho e recompor o quadro funcional. Além da questão do pessoal, a reunião entre Coren-PI e FMS também abordou a precariedade estrutural de algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais. Condições físicas inadequadas, falta de equipamentos e infraestrutura comprometida são fatores que se somam à escassez de profissionais, criando um ambiente de trabalho desafiador e impactando diretamente o desempenho da enfermagem. A manutenção do acordo de cooperação técnica entre Coren-PI e FMS, focado na capacitação contínua dos servidores, foi reafirmada como uma estratégia importante para aprimorar as habilidades das equipes, mas a formação, por si só, não resolve a falta de braços. É fundamental que as condições de trabalho sejam dignas e que o número de profissionais seja adequado para que essa capacitação se traduza em um serviço de excelência.

O alerta crítico do HUT

A situação é particularmente preocupante no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), a maior unidade de emergência do estado. Relatos indicam que o hospital está à beira de um colapso assistencial devido à grave carência de enfermeiros e técnicos. Um ofício interno da própria direção do HUT corrobora esse cenário alarmante, alertando para escalas desfalcadas em níveis “sobre-humanos” e para a possibilidade real de fechamento temporário de setores já no início do ano, caso não sejam tomadas medidas emergenciais.

Risco iminente de colapso assistencial

O Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piauí (Senatepi) tem reiterado, através de notas e comunicados, a criticidade da situação no HUT. A entidade sindical enfatiza que o déficit de mais de 200 profissionais impacta severamente a qualidade e a segurança do atendimento de urgência e emergência, que é a essência do hospital. Para o Senatepi, a contratação emergencial ou definitiva de profissionais é vital para garantir o funcionamento mínimo da unidade e evitar um colapso completo que teria consequências desastrosas para a população de Teresina e região. A existência de profissionais aprovados em concurso aguardando nomeação torna a inação ainda mais incompreensível para as entidades representativas da enfermagem, que veem uma solução imediata e legalmente viável sendo postergada, enquanto a saúde pública agoniza.

Cenário e perspectivas futuras

A crise na enfermagem de Teresina é um desafio multifacetado que exige ações imediatas e coordenadas das autoridades municipais. A pressão exercida pelo Conselho Regional de Enfermagem do Piauí e pelo Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piauí ressalta a urgência de uma resposta efetiva. A convocação dos profissionais aprovados em concurso público é amplamente considerada a medida mais assertiva para reverter o quadro de sobrecarga e garantir a segurança dos pacientes. Paralelamente, a atenção à infraestrutura das unidades de saúde e a continuidade da capacitação profissional são pilares para a construção de um sistema de saúde mais robusto e resiliente. O risco de um colapso assistencial, especialmente em unidades críticas como o Hospital de Urgência de Teresina, não pode ser ignorado. É imperativo que a Fundação Municipal de Saúde atue com celeridade para evitar que a situação se agrave, comprometendo ainda mais a capacidade de resposta da cidade diante das demandas de saúde da população.

Perguntas frequentes

Qual é o principal problema enfrentado pela enfermagem em Teresina?
O principal problema é um déficit de mais de 200 profissionais de enfermagem na rede pública municipal, o que compromete a qualidade e a segurança da assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quais são as soluções propostas pelas entidades de enfermagem?
As entidades, como o Coren-PI e o Senatepi, propõem a convocação imediata dos profissionais aprovados no último concurso público da Prefeitura de Teresina. Além disso, destacam a necessidade de melhorias estruturais nas unidades de saúde e a manutenção de acordos de cooperação para capacitação.

Qual a situação no Hospital de Urgência de Teresina (HUT)?
O HUT enfrenta uma situação crítica, com risco de “colapso assistencial” devido à grave carência de profissionais. Um ofício interno da direção do hospital alerta para escalas desfalcadas em níveis sobre-humanos e a possibilidade de fechamento temporário de setores.

Quem são os principais envolvidos na discussão sobre a crise da enfermagem?
Os principais envolvidos são o Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), a Fundação Municipal de Saúde (FMS), o Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piauí (Senatepi) e a Prefeitura de Teresina.

Para se manter atualizado sobre a evolução da crise na saúde pública de Teresina e as ações em curso, acompanhe os comunicados das entidades de classe e os posicionamentos das autoridades responsáveis.

Fonte: https://portalclubenews.com

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