A Copa do Brasil de 2026 deu seu pontapé inicial nesta semana, reafirmando seu status de torneio mais democrático do calendário nacional. Com um número recorde de 126 clubes, 34 a mais que em 2025, a competição promete distribuir quase meio bilhão de reais em premiações, impulsionando a saúde financeira de equipes por todo o país.
Esta expansão é fruto de mudanças estratégicas no regulamento, que incluem a adição de duas fases e uma nova dinâmica de entrada dos participantes. Até o ano passado, clubes da Libertadores e campeões de diversas séries entravam na Terceira Fase. Agora, a inclusão de novos times ocorre entre a Segunda e a Quinta Fase, momento em que os 20 clubes da Série A se juntam à disputa, antes das Oitavas de Final.
Outra alteração importante é a extensão dos confrontos em jogo único até a Quarta Fase, antes restritos às duas primeiras etapas. A partir da Quinta Fase até a semifinal, os duelos serão em ida e volta. A grande decisão, pela primeira vez desde 1989, será em partida única, com local a ser definido pela CBF.
O volume de recursos e a valorização do produto anualmente foram destacados por Alexandre Frota, CEO da Futpro Expo. Ele aponta que a competição se consolidou como um ativo crucial, fortalecendo o caixa dos clubes e ampliando a competitividade. A democratização é visível também na representatividade geográfica, com São Paulo liderando com 13 equipes, seguido por Rio de Janeiro com 10, e outros estados ampliando a abrangência nacional.
O prêmio total deve atingir a marca de meio bilhão de reais. Um time pode acumular até R$ 99,25 milhões em toda a campanha, dependendo de sua fase de entrada e desempenho. Vale notar que clubes da Série A tendem a receber menos que em 2025, pois entram mais tarde. Os valores iniciais variam: R$ 400 mil para os 28 clubes da Primeira Fase. Na Segunda Fase, chegam a R$ 1,38 milhão para times da Série B e R$ 830 mil para demais. A partir da Quinta Fase, com a entrada da elite, todos recebem R$ 2 milhões. O campeão da final leva R$ 78 milhões, e o vice R$ 34 milhões.
Para dirigentes como Marcelo Teixeira, presidente do Santos, a competição impacta diretamente o equilíbrio financeiro e a capacidade de investimento. Fábio Pizzamiglio, do Juventude, vê cada avanço como incremento direto de receita. O Fortaleza, por sua vez, encara o torneio como peça-chave para seu equilíbrio financeiro em 2026, após reduzir sua folha salarial de R$ 12 milhões para R$ 5 milhões entre o fim de 2025 e o início desta temporada, e aposta em um elenco mais jovem.
Acompanhando o crescimento, a modernização dos estádios também ganha força, com tecnologias de reconhecimento facial e ticketing digital elevando a segurança e eficiência. Com mais clubes, maior representatividade estadual e cifras históricas, a Copa do Brasil de 2026 reafirma seu papel vital no futebol brasileiro, unindo inclusão esportiva e impacto econômico.
Fique por dentro de todas as emoções e resultados da Copa do Brasil de 2026 aqui no Altos News.
Fonte: https://www.infomoney.com.br