A convocação da seleção brasileira, realizada na segunda-feira (18), se destacou como um evento inovador, transformando-se em um grande espetáculo para patrocinadores da CBF. Em vez do tradicional anúncio da lista, a entidade organizou um megaevento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, convertendo a convocação do técnico Carlo Ancelotti em uma experiência de entretenimento.
A iniciativa gerou reações mistas entre torcedores e analistas, mas foi bem recebida pelos parceiros comerciais. Marcas como Nike, Guaraná Antarctica, iFood, Cimed, Azul, Vivo, Sadia, Volkswagen, Google Gemini, Amazon e Uber tiveram espaços dedicados para ativações e relacionamento com o público.
Engajamento e audiência
O impacto comercial foi imediato, com a CazéTV registrando uma das maiores audiências de sua história fora das transmissões de jogos, alcançando 4 milhões de dispositivos conectados durante a convocação. Em apenas 24 horas, o conteúdo acumulou quase 20 milhões de visualizações. A GE TV também se destacou, com 1,5 milhão de dispositivos conectados e 13 milhões de visualizações totais.
Nos canais oficiais, a CBF viu resultados positivos. A CBF TV somou 4,1 milhões de visualizações no YouTube, enquanto o perfil da entidade no Instagram ganhou mais de 500 mil seguidores em menos de 24 horas, alcançando 20,5 milhões de seguidores.
Um evento de massa
Na televisão aberta, o evento se tornou um produto de massa, com a TV Globo registrando uma média de 19 pontos e pico de 23 na Grande São Paulo, superando a média habitual da faixa horária, que gira em torno de 14 pontos. A cerimônia incluiu apresentações musicais, como a do cantor Dilsinho, e homenagens a ex-jogadores e ao técnico Mário Zagallo, integrando as propriedades comerciais da CBF ao espetáculo.
Futebol feminino em destaque
Além de ser um evento de convocação, a cerimônia também serviu como uma plataforma para promover o futebol feminino brasileiro, visando a Copa do Mundo Feminina de 2027. Nomes ligados ao projeto feminino, como Aline Pellegrino e Arthur Elias, foram destacados no palco, reforçando a estratégia da CBF de posicionar o futebol feminino como um produto de mídia relevante para patrocinadores.
“Estamos trabalhando os principais ativos do futebol feminino no Brasil e focando em maximizar essas propriedades, consolidando a modalidade como um produto de mídia atraente para as marcas”, afirmou Mônica Esperidião, CSO da FSports, agência responsável pela comercialização dos direitos do futebol feminino da CBF entre 2025 e 2029.