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Compras por inteligência artificial: a nova era do comércio agêntico

Uma revolução silenciosa está prestes a transformar a maneira como fazemos compras. A partir de 2026, o comércio agêntico, onde a inteligência artificial não apenas sugere produtos, mas executa toda a transação – pesquisa, comparação de preços, pagamento e finalização – deve se tornar comum. Essa mudança tecnológica, que promete mexer diretamente no bolso dos […]

Ao que tudo indica estamos próximos de uma nova evolução no mercado financeiro. (Fonte: Getty ...

Uma revolução silenciosa está prestes a transformar a maneira como fazemos compras. A partir de 2026, o comércio agêntico, onde a inteligência artificial não apenas sugere produtos, mas executa toda a transação – pesquisa, comparação de preços, pagamento e finalização – deve se tornar comum. Essa mudança tecnológica, que promete mexer diretamente no bolso dos consumidores, já mobiliza as maiores empresas do setor.

Gigantes da tecnologia já operam a mudança

Os primeiros passos para essa nova realidade já foram dados. Em outubro do ano passado, a OpenAI e o PayPal anunciaram uma parceria resultando no “Agentic Commerce Protocol” (ACP). Este padrão permite que o ChatGPT atue como um “personal shopper digital”, com usuários nos Estados Unidos já comprando de vendedores do Etsy, e milhões de lojas Shopify em breve. Em janeiro de 2026, o Google respondeu com seu “Universal Commerce Protocol” (UCP), apresentado por Sundar Pichai. O UCP possibilita compras diretas via Gemini e o modo IA do Google Search, com pagamentos pelo Google Pay e Google Wallet, contando com gigantes como Walmart, Visa e Mastercard entre os parceiros.

Crescimento acelerado e o fim da compra manual

Os números indicam uma tendência robusta: 700 milhões de pessoas usam o ChatGPT semanalmente, muitos já para buscar produtos. Pesquisa da Visa revela que 47% dos consumidores americanos utilizam IAs em tarefas de compras. A Morgan Stanley projeta que quase metade dos compradores online usará agentes de IA até 2030. A Visa prevê que milhões de consumidores usarão agentes de IA para compras na temporada de festas de 2026, declarando ainda que “2025 será o último ano em que os consumidores compram e finalizam pedidos sozinhos”.

Os desafios da segurança e responsabilidade

Apesar da conveniência, delegar poder de compra a um algoritmo levanta questionamentos cruciais. Quem será o responsável caso a IA cometa um erro, como comprar um produto errado? Com a IA na equação, a responsabilidade, tradicionalmente entre consumidor, bancos e lojista, torna-se incerta. Há também a preocupação com a segurança: como distinguir um agente de IA legítimo, agindo em seu nome, de um bot criminoso tentando fraudar o sistema?

Cientes desses riscos, grandes empresas correm para criar camadas de proteção. No final de 2025, a Visa lançou o “Trusted Agent Protocol”, um framework com mais de 10 parceiros para ajudar lojistas a diferenciar agentes de IA legítimos de bots maliciosos, usando autenticação criptográfica. A Mastercard defende que até 2026 as marcas líderes padronizem fluxos de consentimento transparentes, permissões granulares e mecanismos de correção de erros.

O comércio agêntico não é uma promessa distante, mas uma realidade que se materializa rapidamente. Enquanto a comodidade avança, a discussão sobre segurança, responsabilidade e o impacto no dia a dia dos consumidores ganha urgência. Mantenha-se atualizado com as próximas transformações do mercado.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br

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