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China supera EUA em tecnologia de energia, alerta Ian Bremmer

Um novo cenário geopolítico desponta, onde a liderança em tecnologia é crucial. Nesse contexto, o cientista político americano Ian Bremmer, fundador e presidente do renomado Eurasia Group, faz um alerta: a China já superou os Estados Unidos em áreas-chave como a tecnologia de energia. A análise de Bremmer, criador do conceito G-Zero, que descreve um […]

Subestação de energia na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Brasil. Fotógrafo: Tuane Fernandes/Bloo...

Um novo cenário geopolítico desponta, onde a liderança em tecnologia é crucial. Nesse contexto, o cientista político americano Ian Bremmer, fundador e presidente do renomado Eurasia Group, faz um alerta: a China já superou os Estados Unidos em áreas-chave como a tecnologia de energia. A análise de Bremmer, criador do conceito G-Zero, que descreve um mundo sem uma liderança global clara, revela uma disputa acirrada por novas tecnologias, especialmente em inteligência artificial e robotização.

Afastamento americano do livre mercado

Segundo Bremmer, a recente onda de intervenção estatal promovida pelo governo de Donald Trump nos EUA, com aquisição de participações em empresas e expansão de tarifas sob a plataforma ‘America First’, representa um afastamento do livre comércio e reduz a globalização. Ele argumenta que essa mudança é estrutural, embora seja difícil considerar os EUA um exemplo puro de livre mercado há uma ou duas décadas.

EUA perdem força no 'soft power' global

Em termos de poder geopolítico, econômico e tecnológico, a posição dos EUA nos últimos 30 anos manteve-se praticamente a mesma. Contudo, o ‘soft power’ americano – sua capacidade de influência por atração – está se deteriorando há muito tempo, e essa erosão, na visão de Bremmer, acelerou-se com as políticas do segundo mandato de Trump.

Ascensão tecnológica chinesa: energia e robótica

No âmbito tecnológico, a China vem fazendo progressos significativos. Embora os EUA ainda dominem o setor de semicondutores e a inteligência artificial, os chineses estão se aproximando rapidamente. A grande virada, de acordo com Bremmer, está nas novas tecnologias de energia e na robótica, onde a China já detém a liderança. Desde a produção de eletricidade e a expansão de energias renováveis – como eólica, solar e nuclear – até baterias, infraestrutura inteligente e veículos elétricos, os chineses dominam o cenário global. Em biotecnologia, a disputa é acirrada.

Bremmer destaca que, mesmo que os americanos possuam uma inteligência artificial superior, a China terá uma capacidade mais barata e em larga escala para alimentar essa IA. Por essa razão, ele prefere a posição chinesa neste aspecto daqui a cinco anos, ressalvando que, politicamente, ainda opta pelo sistema americano.

Acompanhe o Altos News para mais análises sobre o cenário geopolítico e seus impactos.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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