Xangai, China – Em uma decisão atenta e amplamente esperada pelo mercado financeiro global, as autoridades chinesas confirmaram nesta terça-feira, 20 de janeiro, a manutenção das taxas primárias de empréstimos (LPRs) pelo oitavo mês consecutivo. A medida, divulgada pelo Banco Popular da China (PBoC), sinaliza uma postura cuidadosa em relação a um afrouxamento monetário amplo, mesmo após cortes direcionados a setores na semana passada. Esse movimento é crucial para o custo do crédito na segunda maior economia do mundo e repercute nas análises econômicas internacionais.
Os números específicos indicam que a LPR de um ano, referência fundamental para empréstimos corporativos e familiares no país, permaneceu em 3,00%. Da mesma forma, a LPR de cinco anos, crucial para o mercado imobiliário e hipotecas, foi mantida em 3,50%. Essa estabilidade nas taxas, que são estabelecidas com base nas propostas de diversos bancos comerciais, aponta que o PBoC não está com pressa para injetar grandes volumes de liquidez na economia, focando em uma recuperação mais sustentável e controlada. A estratégia sugere que Pequim busca evitar bolhas financeiras e gerenciar riscos de dívida, em vez de recorrer a estímulos mais agressivos.
A unanimidade do mercado em prever esta decisão foi notável. Uma pesquisa realizada pela agência Reuters na segunda-feira, envolvendo 22 participantes do mercado, revelou que todos os consultados previam a manutenção das duas taxas. Esse consenso sublinha a clareza das intenções do Banco Central chinês, que, apesar de ter realizado cortes específicos em outras taxas de juros recentemente, parece optar por uma abordagem mais segmentada e menos generalizada para o momento, respondendo a necessidades pontuais sem desestabilizar o cenário macroeconômico.
Analistas do setor financeiro global já projetam que, caso haja necessidade de um corte nas taxas de referência, ele deve ocorrer no primeiro ou no segundo trimestre do ano. A manutenção atual das LPRs demonstra a complexidade da gestão econômica chinesa, que busca equilibrar o apoio ao crescimento pós-pandemia com a prevenção de inflação e a estabilidade financeira de longo prazo. As decisões de Pequim são sempre observadas de perto, pois têm o poder de influenciar o comércio global, os investimentos e, consequentemente, impactar indiretas em diversos mercados.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br