O senador Carlos Viana (PSD-MG) acionou a Controladoria-Geral da União (CGU) nesta quarta-feira, 6, para contestar um relatório que apontou irregularidades em emendas parlamentares destinadas à Fundação Oásis, ligada à Igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte. A fundação é vinculada a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
Durante uma reunião com o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, Viana apresentou documentos da Prefeitura de Belo Horizonte para refutar as alegações sobre a aplicação dos recursos. O relatório da CGU, elaborado em 2022, indicou irregularidades que totalizam R$ 1,6 milhão em emendas indicadas pelo senador. Entre os problemas citados estão a ausência de chamamento público, demora na execução dos recursos e falta de detalhamento sobre a destinação de parte das verbas.
Irregularidades apontadas pela CGU
A CGU também destacou que a Fundação Oásis apresentava irregularidades fiscais entre 2020 e 2021, o que dificultou a execução dos valores. O senador, por sua vez, argumentou que os recursos foram aplicados de maneira diferente da prevista inicialmente, apresentando documentos que demonstram que a Prefeitura de Belo Horizonte executou os projetos de forma regular.
Defesa de Viana sobre os repasses
A Prefeitura de Belo Horizonte informou ao Supremo Tribunal Federal que recebeu duas emendas indicadas por Viana, totalizando R$ 3 milhões. De acordo com a gestão municipal, uma das quadras esportivas financiadas com esses recursos já está pronta e funcionando. A prefeitura também afirmou que estabeleceu uma parceria com a Fundação Oásis por meio de um termo de fomento, considerando regular a prestação de contas do projeto “Esperança Fundação Oásis”, que visa ações socioassistenciais.
Próximos passos e posicionamento da CGU
Em nota, a CGU declarou que analisará os novos documentos apresentados pelo senador e revisará os apontamentos caso as informações sejam comprovadas. A Fundação Oásis, que pertence a Fabiano Zettel e é comandada pelo pastor André Valadão, tem sido alvo de investigações relacionadas ao caso Master e também está sob o escrutínio da CPMI do INSS, da qual Viana foi presidente.
A situação continua a se desenrolar, com implicações significativas para as partes envolvidas. O desfecho deste caso pode impactar não apenas a reputação de Viana, mas também a relação entre a CGU e as instituições religiosas que recebem emendas parlamentares.
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