Uma cena inusitada e com um toque de humor marcou a participação do Brasil no sprint por equipes do esqui cross-country, realizado esta quarta-feira pelos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina-2026. Enquanto a atleta Eduarda Ribera finalizava sua descida na pista, um cão invadiu a linha de chegada, provocando uma confusão no sistema de cronometragem e alterando, momentaneamente, o resultado da equipe brasileira na competição.
O sensor eletrônico, projetado para detectar a passagem dos esquiadores, registrou a intrusão do animal como se fosse a da própria competidora. Essa falha atribuiu à dupla brasileira um tempo provisório significativamente melhor do que o esperado. Por um breve período, a delegação brasileira e os espectadores foram pegos de surpresa ao ver o país figurar na 12ª posição, um salto notável e histórico no ranking da prova. Contudo, após uma rápida revisão das imagens e dos dados, a organização identificou o erro. A marca foi corrigida, e Eduarda Ribera terminou sua volta na 24ª colocação, completando os 1,5 km em 3min55s66.
O protagonista inusitado da história é um cão que atende pelo nome de Nazgûl — uma referência popular à saga O Senhor dos Anéis. Segundo informações, o animal vive nas proximidades da pista, o que explicaria sua aparição inesperada durante a competição de alto nível. Com a correção dos tempos e a soma da performance de Bruna Moura na segunda passagem, que fechou o percurso em 3min41s60, a dupla brasileira encerrou a participação oficialmente na 21ª colocação, fora da zona de classificação para a final.
Apesar do episódio curioso e da eliminação precoce entre as 26 duplas participantes — das quais apenas 15 avançaram à final —, o desempenho final do Brasil representou um marco histórico. A equipe alcançou o melhor tempo já obtido pelo país em uma prova por equipes no esqui cross-country em Jogos de Inverno, solidificando um progresso importante e inspirador para a modalidade no cenário internacional.
A improvável intervenção de Nazgûl e o subsequente recorde brasileiro servem como um lembrete de que o esporte guarda surpresas e momentos de superação, mesmo nos palcos mais gélidos das Olimpíadas.
Fonte: https://www.infomoney.com.br