O canabidiol (CBD), um composto natural encontrado na Cannabis sativa, emerge como uma alternativa terapêutica promissora na medicina moderna. Ao contrário do tetraidrocanabinol (THC), conhecido por seus efeitos psicoativos, o CBD não induz dependência nem altera a percepção, tornando seu uso seguro e eficaz em diversas condições clínicas sob supervisão médica.
Na área da neuropediatria, o CBD tem se destacado no tratamento de epilepsias refratárias, aquelas que não respondem aos tratamentos convencionais. Pacientes frequentemente experimentam uma diminuição significativa nas crises convulsivas, acompanhada de melhorias no sono, comportamento, foco e interação social. Esses resultados são sustentados por estudos científicos e pela experiência clínica global.
Além das epilepsias, o CBD demonstra potencial terapêutico em outras áreas, incluindo o tratamento da ansiedade, distúrbios do espectro autista, dor crônica, inflamação e distúrbios do sono. Sua ação se dá através do sistema endocanabinoide, um sistema do corpo responsável por regular funções como humor, memória, sono e imunidade.
A utilização do canabidiol deve ser sempre acompanhada por um profissional médico. A resposta a substância varia de indivíduo para indivíduo, e a dosagem ideal deve ser ajustada de acordo com a idade, peso, histórico clínico e condição específica de cada paciente. Esse acompanhamento garante a eficácia e a segurança do tratamento.
O CBD representa um avanço importante na medicina baseada em evidências. À medida que novas descobertas terapêuticas são feitas, o diálogo aberto entre médicos, pacientes e familiares se torna essencial para garantir um tratamento ético, responsável e focado na qualidade de vida.
Fonte: portalclubenews.com