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Bolsonaro permanece em prisão domiciliar após decisão de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes prorroga prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mantendo restrições severas.
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar após decisão de Alexandre de Moraes

Bolsonaro permanece em prisão domiciliar após decisão de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) prorrogar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida mantém o ex-presidente sob monitoramento e com restrições significativas.

Condições da prisão domiciliar

Bolsonaro seguirá utilizando uma tornozeleira eletrônica e só poderá receber visitas com autorização do ministro, que é o relator do caso. Além disso, ele está proibido de usar celular e acessar redes sociais, mesmo que por meio de terceiros. A segurança de sua residência será realizada por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal, visando prevenir qualquer tentativa de fuga.

Histórico e contexto da prisão

No ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista. Após uma cirurgia, ele recebeu o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias, período que começou em 27 de março e se encerrou em 25 de maio. Atualmente, Bolsonaro se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Apreensão de armas

Moraes também determinou a suspensão do porte de armas de Bolsonaro, ordenando a apreensão de dez pistolas e espingardas registradas em seu nome. A defesa do ex-presidente terá um prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal. A decisão foi tomada em resposta à apreensão de uma arma com um dos seguranças de Bolsonaro, embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado o ex-presidente, considerando a arma legalizada.

Consequências do descumprimento das regras

O ministro ressaltou que o descumprimento das condições da prisão domiciliar poderá resultar na revogação da medida e no retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado. Apesar de reconhecer que não houve falta grave relacionada à apreensão da arma, Moraes enfatizou a importância de seguir as regras estabelecidas.

Por fim, o ministro não fixou um prazo para o término da prisão domiciliar, deixando a situação em aberto para novas avaliações futuras.

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