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Banco do Japão mantém juros e alerta para pressão inflacionária

O Banco do Japão (BoJ) decidiu manter sua taxa de juros inalterada nesta quinta-feira, 19 de março, conforme o esperado pelo mercado. Contudo, a instituição financeira emitiu um alerta significativo sobre o risco crescente de pressão inflacionária, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio. A diretoria, reunida […]

A bandeira do Japão no topo da sede do Banco do Japão em Tóquio, Japão, em 19 de dezembro de ...

O Banco do Japão (BoJ) decidiu manter sua taxa de juros inalterada nesta quinta-feira, 19 de março, conforme o esperado pelo mercado. Contudo, a instituição financeira emitiu um alerta significativo sobre o risco crescente de pressão inflacionária, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio. A diretoria, reunida em Tóquio, indicou uma postura de maior vigilância sobre a política monetária.

O presidente do BoJ, Kazuo Ueda, enfatizou que o banco central está agora mais focado nos riscos de alta para a inflação do que nos riscos de baixa para o crescimento econômico, que poderiam emergir do cenário de instabilidade. Essa perspectiva fortalece as expectativas do mercado para um possível aumento das taxas de juros no curto prazo.

Cenário Econômico e Divergências Internas

Ueda mencionou que, antes da intensificação das tensões no Oriente Médio, a atividade de famílias e empresas japonesas demonstrava firmeza, e as medidas de estímulo governamentais contribuíam para a sustentação da economia. No entanto, o impacto do encarecimento do petróleo na piora dos termos de troca será um fator crucial a ser monitorado de perto.

Após a reunião de dois dias, o Banco do Japão confirmou a manutenção de sua taxa de juros de curto prazo em 0,75%. A decisão, contudo, não foi unânime. Hajime Takata, membro da diretoria, reiterou uma proposta feita em janeiro para elevar os juros a 1,0%, argumentando que o Japão já registrava uma inflação duradoura de 2%. Outro diretor, Naoki Tamura, também discordou do momento previsto pelo banco central para a inflação sustentável de 2%, sugerindo que isso poderia ocorrer já em abril, e não a partir de outubro.

Em um comunicado oficial, o Banco do Japão destacou a volatilidade dos mercados globais em resposta à crescente tensão no Oriente Médio, advertindo que o aumento dos preços do petróleo provavelmente exercerá pressão sobre a inflação ao consumidor. A instituição sublinhou a necessidade de atenção constante ao impacto do encarecimento do petróleo bruto sobre as perspectivas da inflação subjacente.

Embora Ueda não tenha fornecido indicações claras sobre o momento de um próximo aumento de juros, ele ressaltou que a próxima revisão trimestral das previsões de crescimento e preços, agendada para abril, será um dos momentos decisivos. Essa análise oferecerá à diretoria mais dados para avaliar a solidez de seu cenário base e identificar a emergência de novos riscos que possam justificar uma resposta política.

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Fonte: https://www.infomoney.com.br

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