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Mais de 326 mil buscam autoexclusão em sites de apostas; perda de controle é maior causa

Mais de 326 mil pessoas já solicitaram a autoexclusão de suas contas em sites de apostas online. O dado foi divulgado pelo Governo Federal, que lançou a plataforma oficial de autoexclusão no fim de 2025. A iniciativa, fruto de uma parceria entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Saúde, faz parte de um […]

Sites de apostas se tornaram "febre" no Brasil (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Mais de 326 mil pessoas já solicitaram a autoexclusão de suas contas em sites de apostas online. O dado foi divulgado pelo Governo Federal, que lançou a plataforma oficial de autoexclusão no fim de 2025. A iniciativa, fruto de uma parceria entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Saúde, faz parte de um esforço nacional para estabelecer políticas de jogo responsável após a regulamentação do setor, iniciada em 2026. A perda de controle sobre o jogo e a saúde mental despontam como a principal razão para essa decisão.

A ferramenta, acessível pelo portal do governo, permite que usuários bloqueiem o acesso a casas de apostas e evitem receber publicidade. Ao se cadastrar, a pessoa escolhe um período de exclusão, que pode variar de 1 a 12 meses, ou ser por tempo indeterminado. A grande maioria, 73% dos solicitantes, optou pela exclusão por tempo indeterminado, enquanto 19% selecionaram um ano. Quanto aos motivos, dados da Fazenda revelam que 37% citaram a ‘perda de controle sobre o jogo e saúde mental’, e 25% buscaram ‘prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas’.

Essa medida integra o Acordo de Cooperação Técnica sobre jogos e apostas, um plano de cinco anos entre os ministérios para prevenir a dependência e produzir materiais informativos. A plataforma também orienta usuários a serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), como o Meu SUS Digital e a Ouvidoria, para testes de identificação de vício e atendimento especializado. A partir de fevereiro de 2026, a rede pública deverá disponibilizar teleatendimento em saúde mental focado em jogos e apostas, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

Para especialistas, a criação deste banco de dados nacional é um avanço crucial. Cristiano Costa, psicólogo e diretor da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (EBAC), destaca que as ferramentas de autobloqueio são essenciais no manejo da compulsividade, mas reforça a importância de ajustes de limites e uso consciente. Do lado das empresas, Alex Rose, CEO da InPlaySoft, vê a iniciativa como um progresso ‘saudável’. Fellipe Campos, sócio diretor da Luck.bet, aponta que a regulamentação permitiu o aprimoramento de mecanismos internos, como autoexclusão e suporte profissional, planejando novas ações educativas. No entanto, o influenciador Daniel Fortune pondera que, embora importantes, essas ferramentas ‘sozinhas, não são o suficiente’, enfatizando a necessidade de educar o público.

O panorama atual reflete um movimento crescente em direção ao jogo responsável no Brasil, com o governo, especialistas e a própria indústria buscando equilibrar o entretenimento com a proteção dos apostadores. A contínua evolução dessas políticas será fundamental para mitigar os riscos associados às apostas online. Para informações sobre jogo responsável ou busca de apoio, consulte os canais oficiais do Governo Federal e do SUS.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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