Dois casos recentes de atropelamento com morte em Teresina, que chocaram a população local, podem levar os motoristas responsáveis a serem indiciados por homicídio doloso qualificado. A informação é do delegado Carlos César Camelo, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), que aponta que ambos os investigados estariam sob efeito de álcool no momento dos acidentes, o que agrava a situação legal.
Detalhes dos acidentes
Em sete de março, o vigilante Luciano de Sousa Carvalho, de 45 anos, perdeu a vida na BR-343, próximo ao condomínio Mirante do Lago, na Zona Leste. Ele estava em sua moto a caminho do trabalho quando foi atropelado e faleceu no local. O suspeito, João Henrique Campelo de Carvalho, apresentou-se à polícia dois dias após o ocorrido.
Mais recentemente, no domingo (15), o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, foi atropelado e arrastado por mais de 40 metros antes de morrer. Edson deixou esposa e duas filhas, de sete e 23 anos. O engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, apontado como autor do atropelamento, foi preso preventivamente e exonerado de seu cargo.
Posição do delegado e implicações legais
O delegado Carlos César Camelo explicou que, nesses casos, o homicídio de trânsito é capitulado como doloso qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. “É bom que se diga que quando a gente capitula o homicídio de trânsito nesses casos, ele sai como homicídio doloso qualificado, com pena de 12 a 30 anos de reclusão, porque não foi oferecido para a vítima nenhuma oportunidade de defesa. Temos vários precedentes em Teresina de outros casos. As pessoas estão sendo indiciadas por homicídio doloso qualificado”, afirmou o delegado, reforçando a seriedade da conduta.
Ainda segundo o delegado, Carlos Eduardo Marques Ângelo estava embriagado no momento do acidente com Edson Barbosa. Mesmo tendo se recusado a realizar o teste de alcoolemia, o Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou a presença de álcool em seu organismo por meio de exame clínico. “Não há nenhuma dúvida em relação a isso”, reiterou Carlos César. O engenheiro permanece sob custódia.
Os desdobramentos desses casos são acompanhados de perto pela comunidade, que busca justiça para as vítimas e suas famílias. A expectativa é que as investigações sigam o rigor da lei, com base nas evidências coletadas e na interpretação legal apresentada pela delegacia especializada.
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Fonte: https://g1.globo.com