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Justiça determina retorno de Arimatéia Azevedo a presídio em Altos; família alerta para piora na saúde

A Justiça do Piauí manteve a determinação de retorno do jornalista Arimatéia Azevedo, de 72 anos, ao regime fechado. A decisão, que afeta a Penitenciária Humberto Reis da Silveira, em Altos, é contestada pela família, que aponta um agravamento do estado de saúde do profissional. Ele foi internado em um hospital particular de Teresina após […]

G1

A Justiça do Piauí manteve a determinação de retorno do jornalista Arimatéia Azevedo, de 72 anos, ao regime fechado. A decisão, que afeta a Penitenciária Humberto Reis da Silveira, em Altos, é contestada pela família, que aponta um agravamento do estado de saúde do profissional. Ele foi internado em um hospital particular de Teresina após passar mal ao tomar conhecimento da medida, e estava em prisão domiciliar desde 2022.

A manutenção da decisão ocorreu após a negativa de um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Piauí. O fundamento do juiz Marcus Klinger M. de Vasconcelos baseou-se em um laudo do Instituto Médico Legal (IML), que classificou o quadro clínico de Arimatéia como crônico, sem a necessidade de tratamento de alta complexidade ou risco imediato de morte. Para o magistrado, não haveria impedimento para o cumprimento da pena em regime fechado.

No entanto, a defesa do jornalista apresenta outros documentos que pintam um cenário de saúde mais delicado. Relatórios médicos da Penitenciária Irmão Guido e da Colônia Penal Agrícola Major César de Oliveira listam doenças como diabetes, pressão alta, problemas cardíacos, sequelas de derrames anteriores e um aneurisma abdominal, exigindo acompanhamento médico contínuo e medicação permanente.

Um ofício da Secretaria de Justiça do Piauí, assinado pela Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária (DUAP), reforça a preocupação. O documento informa que as unidades prisionais oferecem apenas atendimento básico em saúde, sem profissionais especializados, plantão médico noturno ou cobertura regular nos fins de semana, estrutura considerada inadequada para atender presos com múltiplas comorbidades.

A família de Arimatéia Azevedo expressou profunda surpresa e preocupação com a decisão judicial. Segundo eles, o jornalista apresenta sinais de agravamento clínico e está passando por novos exames. “Ele envelheceu muito nesses seis anos desde a primeira prisão. Não come direito e desenvolveu várias comorbidades. Agora os médicos investigam uma suspeita de infecção e a possibilidade de que tenha sido um novo AVC”, relatou um familiar.

Ainda segundo a família, a decisão gerou espanto, visto que a prisão domiciliar havia sido concedida em 2022, e o estado de saúde atual é considerado ainda mais delicado do que na época. “Hoje ele está muito pior de saúde. Todos nós temos receio de que ele possa morrer lá”, afirmaram.

Com a revogação da prisão domiciliar, foi expedido mandado de prisão para que José de Arimatéia Azevedo retorne à Penitenciária Humberto Reis da Silveira, em Altos. Uma futura análise de progressão para o regime semiaberto deverá ocorrer em momento posterior, após o retorno ao sistema prisional e a regularização das pendências processuais.

O Altos News segue acompanhando o desdobramento do caso.

Fonte: https://g1.globo.com

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