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Ajuste Fiscal Crível Essencial para o Brasil Subir a ‘BB+’, Alerta Fitch Ratings

O Brasil precisa de um plano de ajuste fiscal “substancial e crível” para alcançar a classificação de crédito ‘BB+’, reafirmou a Fitch Ratings em relatório distribuído a clientes nesta quarta-feira. Atualmente, o país mantém a nota ‘BB’, com perspectiva estável, o que o posiciona a dois passos do cobiçado grau de investimento. A agência destaca […]

Logotipo da Fitch Ratings no escritório da agência em Londres, no Reino Unido (Foto: Reinhard K...

O Brasil precisa de um plano de ajuste fiscal “substancial e crível” para alcançar a classificação de crédito ‘BB+’, reafirmou a Fitch Ratings em relatório distribuído a clientes nesta quarta-feira. Atualmente, o país mantém a nota ‘BB’, com perspectiva estável, o que o posiciona a dois passos do cobiçado grau de investimento. A agência destaca que a principal vulnerabilidade brasileira reside em sua fraca posição fiscal, enfatizando a necessidade de fortalecer a confiança na estabilização da dívida a médio prazo.

Embora um ajuste fiscal completo não seja uma condição imediata para a elevação do rating, a Fitch aponta para a necessidade de progresso inicial significativo e a demonstração de confiança em futuras melhorias nas contas públicas.

Desafios Pós-Eleições de 2026

A expectativa da classificadora é que esforços de consolidação fiscal mais amplos e rápidos sejam buscados após as eleições de 2026, independentemente do espectro político do governo eleito. Contudo, o ritmo e a estratégia dessas medidas devem variar conforme o resultado das urnas. Uma gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, poderia enfrentar resistência política para novos aumentos de impostos, enquanto uma administração hipotética de Flávio Bolsonaro teria desafios em promover cortes profundos nos gastos públicos. A Fitch lembra que mesmo o atual Congresso conservador tem demonstrado pressão por iniciativas que elevam os gastos.

Cenário Econômico e Perspectivas Regionais

No cenário doméstico, a manutenção dos juros elevados, mesmo com a expectativa de queda a partir de março, continua a impactar a demanda. No entanto, a melhora no déficit primário e operações de empréstimo devem mitigar essa desaceleração. O mercado de trabalho aquecido, por sua vez, segue apoiando o consumo no Brasil, de acordo com a Fitch Ratings.

Na América Latina, a maioria dos países mantém perspectiva estável, e a Fitch não prevê ‘anjos caídos’ (perda do selo de bom pagador) em 2026. A consolidação fiscal, contudo, permanece desigual na região, com as maiores economias enfrentando déficits e encargos de dívida crescentes.

Acompanhe o Altos News para ficar por dentro dos desdobramentos econômicos e políticos que impactam o futuro do Brasil.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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