Um adolescente, cuja identidade foi preservada, foi apreendido na terça-feira (14) pela Polícia Civil do Piauí, sob suspeita de planejar um ataque em uma escola estadual localizada na zona Norte de Teresina.
A ação foi realizada pela 3ª Delegacia Seccional da capital, após uma decisão judicial que determinou a internação provisória do jovem. Ele é investigado por atos infracionais relacionados a crimes como ameaça, apologia ao crime, incitação ao crime, além de contravenções ligadas ao porte de arma branca e falso alarme.
Investigação inicial e apreensão
O caso começou em março de 2026, quando o adolescente foi flagrado dentro da escola após publicar em uma rede social mensagens que indicavam a intenção de realizar um atentado. Durante a abordagem da Polícia Militar, foram encontrados com ele uma faca e uma balaclava. Na ocasião, o jovem admitiu que pretendia cometer o ataque devido a conflitos no ambiente escolar.
Profundidade das investigações
Inicialmente, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que concedeu remissão ao adolescente, medida homologada pela Justiça. Contudo, a Polícia Civil decidiu aprofundar as investigações, especialmente porque o celular apreendido ainda não havia sido periciado. Com autorização judicial, os investigadores extraíram e analisaram os dados do aparelho.
Os resultados indicaram que a ameaça não era uma manifestação impulsiva. Entre os conteúdos encontrados estavam conversas sobre planejamento de ataques, pesquisas sobre compra de armas de fogo e referências a massacres escolares.
Risco e internação provisória
A avaliação do risco atual foi um fator determinante para o pedido de internação provisória. Durante acompanhamento psicológico pelo CAPS Infantojuvenil, o adolescente mencionou novamente a intenção de promover um massacre escolar, levando a direção da escola a determinar um novo afastamento temporário.
Com base nas provas coletadas, a Polícia Civil solicitou a internação provisória do jovem, que foi autorizada pela Justiça, considerando a gravidade dos fatos e a necessidade de garantir a segurança da comunidade escolar.
O Portal ClubeNews tentou contato com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos adicionais.
Fonte: portalclubenews.com