O Paris Saint-Germain anunciou um novo recorde em sua história financeira ao atingir um faturamento de 837 milhões de euros na temporada 2024/25, o equivalente a mais de R$ 5,2 bilhões. O número supera o desempenho anterior de 806 milhões de euros e consolida o clube francês como um dos gigantes do esporte mundial, com uma temporada marcada por títulos e conquistas em várias frentes.
O desempenho extraordinário inclui as conquistas da Champions League, do Campeonato Francês, da Copa da França e da Supercopa da França, além do vice-campeonato no Mundial de Clubes da Fifa. A combinação de sucesso esportivo e força comercial colocou o PSG em um patamar inédito desde que foi adquirido pelo Qatar Sports Investments, o fundo ligado ao governo do Catar que assumiu o controle do clube em 2011.
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Naquele ano, o PSG registrava uma receita de apenas 99 milhões de euros. Desde então, o crescimento foi exponencial. Em pouco mais de uma década, o faturamento multiplicou-se por dez, refletindo a transformação do clube em uma potência global do esporte e do entretenimento.
Hoje, o PSG sozinho fatura quase 70% de tudo o que arrecadam os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro somados.
De acordo com o Relatório Convocados, os times da elite nacional brasileira arrecadaram R$ 7,8 bilhões em 2024. O Flamengo foi o líder em receitas, com R$ 1,2 bilhão, seguido por Palmeiras e Corinthians. Mesmo assim, o total do futebol brasileiro inteiro ainda fica muito próximo do resultado isolado do clube de Paris. Apenas em receitas comerciais e de patrocínios, o PSG movimentou R$ 2,2 bilhões, praticamente o mesmo que Flamengo e Palmeiras arrecadam juntos em um ano inteiro.
O PSG destacou em nota que o desempenho financeiro “ilustra a maturidade do projeto iniciado desde a chegada do principal acionista, a QSI, e confirma a solidez do modelo econômico do clube, um dos mais eficientes do mundo”. Segundo o comunicado, o objetivo agora é tornar-se a primeira grande franquia mundial do esporte e entretenimento, conceito que ultrapassa o futebol e mira uma integração com o mercado de mídia e eventos.
Do total arrecadado, 367 milhões de euros vieram de patrocínios e acordos comerciais, enquanto 175 milhões de euros foram obtidos em dias de jogo, com bilheteria, venda de produtos oficiais e alimentação. Esses números demonstram o quanto a marca PSG se tornou uma engrenagem lucrativa e global.
“Com as receitas em ascensão, o time deixou de ser só um clube tradicional de Paris e virou um gigante global, influenciando até a economia da França. As receitas dispararam, o turismo cresceu, a mídia deu mais atenção e o futebol francês ganhou um novo status”, afirma Claudio Fiorito, presidente da P&P Sport Management Brasil.
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Real Madrid e Machester City
Mesmo com o recorde, o PSG ainda está atrás de gigantes como o Real Madrid, que lidera o ranking mundial com 1,045 bilhão de euros, e o Manchester City, que registrou 837,8 milhões de euros. Ainda assim, a trajetória parisiense é um caso emblemático de transformação esportiva e financeira, construída sobre investimentos estratégicos, marketing global e presença de grandes estrelas.
Desde que assumiu o comando do clube, Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG e líder do QSI, manteve um objetivo claro: conquistar a Champions League. A missão foi cumprida em 2025, e o título coroou o projeto iniciado há mais de uma década.
“Paris segue sendo, após décadas, a mais procurada cidade do mundo pelos turistas. A França é o berço da Copa dos Campeões da Europa, mas nunca teve um protagonista continental. O PSG ocupou um lugar que precisava ser ocupado”, explica Thiago Freitas, diretor da Roc Nation Sports no Brasil, empresa que agencia carreira de atletas como Vini Jr. e Endrick.
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Com a Champions conquistada e o recorde financeiro estabelecido, o PSG confirma sua ascensão como um dos clubes mais poderosos do planeta. A combinação entre sucesso esportivo e rentabilidade mostra que o projeto catariano alcançou maturidade e sustenta uma estrutura que, sozinha, gera quase o mesmo impacto econômico de toda a elite do futebol brasileiro.
Fonte: Infomoney.com