Na última sexta-feira (6), o Senado do Paraguai decidiu, por unanimidade, aprovar o impeachment do presidente Santiago Peña. A medida ocorre em meio a um escândalo relacionado ao fechamento do Ueno Bank, que gerou uma série de protestos e crises financeiras no país.
A crise teve início com denúncias de fraude envolvendo o Ueno Bank, resultando na prisão de oito pessoas ligadas à instituição. Com clientes sem acesso a seus fundos e investimentos, a situação se agravou, levando ao fechamento do banco e ao início de um processo de recuperação judicial.
Consequências da crise no Ueno Bank
A situação financeira do Ueno Bank levou à renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, que havia sido nomeado por Peña. A oposição acusou o presidente de favorecer o banco em decisões regulatórias e de concentrar recursos previdenciários na instituição, levantando suspeitas de conflito de interesses devido a seus vínculos anteriores com o banco.
Investigação criminal contra Santiago Peña
A Procuradoria-Geral do Paraguai anunciou a abertura de uma investigação criminal contra Peña, focando na supervisão e resolução do Ueno Bank S.A., além da aplicação de recursos públicos na instituição. A pressão política aumentou, culminando na decisão do presidente de renunciar ao cargo na quinta-feira (5).
Renúncia e continuidade do impeachment
Em um comunicado nas redes sociais, Peña afirmou: “Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à presidência da República. O que faço é pensar na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas.” Apesar da renúncia, o Senado decidiu prosseguir com o processo de impeachment, que foi aprovado.
Com a saída de Peña, o vice-presidente, Alliana, deverá assumir a presidência e completar o mandato até agosto de 2028, embora a posse dependa da formalização da saída do atual presidente.
Fonte: noticiasaominuto.com.br