O Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí, através do presidente estadual Fábio Novo, protocolou um pedido no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) para estender o horário de votação do segundo turno das eleições até as 19h. A solicitação foi feita neste domingo (25) em resposta a denúncias sobre a redução da oferta de ônibus em Teresina.
Fábio Novo explicou que o pedido foi motivado pela determinação do presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, que exigiu a recomposição imediata da frota de transporte coletivo aos níveis normais. A decisão, assinada às 15h10, prevê uma multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.
O deputado havia solicitado anteriormente, às 12h10, que a Prefeitura de Teresina colocasse 100% da frota em operação. Segundo ele, a decisão judicial foi tardia, o que poderia comprometer o transporte dos eleitores antes do encerramento da votação, programado para as 17h.
“A decisão saiu às 15h10, e isso reduz o tempo para que os ônibus possam efetivamente atender os eleitores antes do fim da eleição”, destacou Fábio Novo.
Pedido de extensão do horário de votação
Diante da situação, os advogados do PT formalizaram o pedido para que a votação seja prorrogada até às 19h. “Os nossos advogados protocolaram no TRE um pedido para estender o horário de votação”, afirmou o deputado.
Até o momento, a decisão do TRE-PI apenas determina a recomposição do transporte coletivo, sem estabelecer a extensão do horário de votação. O tribunal também encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral para avaliação de possíveis irregularidades.
Denúncia sobre a oferta de transporte
A medida do TRE-PI foi tomada após um requerimento da Federação Brasil da Esperança, que inclui PT, PCdoB e PV. A federação apontou a insuficiência na oferta de transporte coletivo em Teresina durante o segundo turno, alegando que a programação previa apenas 78 veículos, 73 linhas e 469 viagens, o que poderia dificultar o acesso dos eleitores aos locais de votação.
O tribunal enfatizou que as ações adotadas têm caráter protetivo e não representam um reconhecimento definitivo de irregularidade.
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Fonte: portalclubenews.com