A Bolsa de Valores de São Paulo registrou uma queda significativa de 1,15% nesta quinta-feira (22), fechando a 204.120 pontos. O movimento foi impulsionado pela expectativa em relação à pesquisa Datafolha, que será divulgada na noite de hoje, e pela alta do petróleo, que gerou preocupações sobre a inflação e seus impactos nos juros.
O dólar também teve um desempenho negativo, encerrando o dia em alta de 0,23%, cotado a R$ 5,038. A busca por ativos de proteção durante a sessão refletiu a volatilidade do mercado, que se mostrou cauteloso diante do cenário eleitoral acirrado.
Expectativa por pesquisa eleitoral e impacto no mercado
Com o segundo turno das eleições presidenciais se aproximando, marcado para domingo (25), os investidores mantêm atenção redobrada nas pesquisas. A última pesquisa Quaest indicou uma ligeira redução na vantagem de Flávio Bolsonaro, que aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula tem 44%, configurando um empate técnico.
Além disso, a pesquisa PoderData/Aya também revelou uma diminuição na diferença entre os candidatos, com Flávio registrando 51% dos votos válidos e Lula 49%. Essa mudança no cenário eleitoral está gerando cautela entre analistas e investidores.
Alta do petróleo e suas consequências
A cotação do petróleo também teve um papel relevante na queda da Bolsa. O preço do Brent subiu 3,95%, alcançando US$ 112,92, influenciado por ataques ao aeroporto de Dammam, na Arábia Saudita, que resultaram em mortes e feridos. A situação no Oriente Médio, com a possibilidade de escalada de tensões, está pressionando os preços da commodity e, consequentemente, a inflação global.
Esses fatores estão levando os bancos centrais a reavaliarem suas políticas monetárias, já que juros mais altos tendem a favorecer ativos de renda fixa e reduzir a atratividade das ações. O impacto já é visível nas Bolsas internacionais, com o S&P 500 e a Nasdaq registrando quedas de 1,45% e 2,60%, respectivamente.
Reações do mercado e perspectivas futuras
Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, comentou que o mercado está passando por uma realização de ganhos, alinhada com o exterior e a cautela em relação às pesquisas eleitorais. A redução da vantagem de Flávio sobre Lula está levando os investidores a reavaliar suas estratégias.
Leonardo Mendes, economista da Manchester Investimentos, destacou que a situação do mercado brasileiro também reflete riscos internacionais, como a pressão sobre as empresas de tecnologia nos EUA e a alta do petróleo, que reacende preocupações inflacionárias.
O cenário atual sugere que a volatilidade deve continuar, especialmente com a proximidade do segundo turno e a expectativa por novas pesquisas eleitorais. A atenção dos investidores estará voltada para os desdobramentos políticos e econômicos nas próximas semanas.
Fonte: noticiasaominuto.com.br