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Willer Tomaz: advogado de Flávio Bolsonaro é investigado pela PF

Willer Tomaz, advogado de Flávio Bolsonaro, é investigado pela PF por fraudes no INSS e movimentações financeiras.
Willer Tomaz: advogado de Flávio Bolsonaro é investigado pela PF

Willer Tomaz de Souza, advogado e empresário próximo ao senador Flávio Bolsonaro, voltou a ser destaque na mídia após a Polícia Federal (PF) revelar investigações sobre sua atuação em fraudes no INSS e movimentações financeiras suspeitas. A situação ganhou novos contornos com a divulgação de imagens de uma sala secreta em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília, utilizada por empresas ligadas a Tomaz.

A descoberta foi feita durante a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. A sala, localizada atrás de uma estrutura de madeira, continha máquinas de contar dinheiro e malas vazias, mas não havia dinheiro em espécie no momento da vistoria.

Histórico e patrimônio de Willer Tomaz

Willer Tomaz, que atua nos setores imobiliário, de aviação e apostas, começou sua carreira no ramo da informática antes de se formar em Direito. Em 2025, ele declarou à Receita Federal um patrimônio de R$ 171,28 milhões, além de ter recebido R$ 217,8 milhões em lucros e dividendos entre 2024 e 2025. Sua declaração inclui mansões, carros de luxo e investimentos no Brasil e no exterior.

Investigações e ligações com Flávio Bolsonaro

As investigações da PF também apontam para movimentações financeiras atípicas e relações empresariais que envolvem a esposa de Flávio Bolsonaro, Samya Rocha, que recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Tomaz. Além disso, uma mansão no Lago Sul, em Brasília, foi adquirida por uma empresa do advogado por R$ 6 milhões, e o imóvel era utilizado por Weverton.

Documentos revelam que Tomaz é visto como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” por parte dos investigadores, que buscam esclarecer a origem dos recursos e quem realmente se beneficiava dessas operações.

Controvérsias e defesa de Tomaz

A defesa de Willer Tomaz nega qualquer envolvimento em fraudes e afirma que a sala encontrada no hangar era um cofre para atividades legítimas de transporte de valores. Em relação a Lídia Maria Figueiredo Mazelli, ex-funcionária de Tomaz, a PF investiga se ela atuou como interposta pessoa na administração dos negócios do advogado. Lídia inicialmente negou conhecer Tomaz, mas depois admitiu ter trabalhado em funções de gestão.

Conexões internacionais e empresas de apostas

Uma investigação da revista piauí revelou que Tomaz possui conexões com empresas de apostas registradas em Portugal, como a Cathedral Holdings e a Alcazar Holdings, que controlam operações de apostas no Brasil. Documentos indicam que Flávio Bolsonaro tinha acesso a uma conta da Alcazar, o que gerou suspeitas sobre a participação do senador nas atividades da empresa.

Flávio Bolsonaro nega qualquer envolvimento e afirma que sua relação com Tomaz é apenas de amizade. A PF pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de investigação para apurar a situação.

A relação entre Tomaz e Flávio Bolsonaro foi evidenciada em diversas reportagens, incluindo registros de viagens e imóveis utilizados pelo senador. Durante a CPI da Covid, Flávio se referiu a Tomaz como amigo, o que intensificou as especulações sobre seus negócios conjuntos.

O advogado foi preso preventivamente em 2017 durante a Operação Patmos, mas teve sua prisão revogada pelo Supremo. Atualmente, Willer Tomaz enfrenta uma nova onda de investigações que podem impactar sua carreira e suas relações políticas.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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