Um grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) gerou polêmica durante uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, ao exibir um míssil inflável com a mensagem “Trump nuke Brazil”. O ato ocorreu no domingo, 18 de outubro, e faz parte da campanha do candidato à Presidência, a uma semana do segundo turno das eleições, agendado para 25 de outubro.
O Míssil Inflável e suas Implicações
O objeto, que trazia a inscrição em inglês pedindo um ataque nuclear, foi erguido por manifestantes vestidos de verde e amarelo. As imagens rapidamente se espalharam nas redes sociais, gerando reações diversas. A identidade dos responsáveis pela confecção do inflável não foi revelada.
Organização do Evento e Reações
A manifestação, chamada “Bloquinho do 22”, foi organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Antes do evento, a organização havia solicitado que os participantes escondessem bandeiras de outros países, priorizando os símbolos brasileiros. No entanto, a presença do míssil inflável contradisse essa orientação.
Críticas e Repercussões Políticas
A exibição do míssil inflável provocou críticas de políticos, especialmente de membros da oposição. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), expressou indignação em suas redes sociais, chamando a atitude de “inacreditável”. Outras vozes da esquerda, como a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), também condenaram o ato, questionando a solicitação de intervenção estrangeira e enfatizando a importância da soberania nacional.
Silêncio da Campanha de Flávio Bolsonaro
Até o momento da divulgação das primeiras reportagens, a campanha de Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre o episódio do míssil inflável. Não há confirmação se a exibição do objeto foi autorizada pela organização do evento ou se o candidato tinha conhecimento prévio da iniciativa. Durante a manifestação, Flávio fez um discurso criticando seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e reafirmou sua intenção de receber a faixa presidencial das mãos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O clima tenso entre os candidatos se intensificou quando Lula propôs que ambos abrissem seus sigilos bancário e telefônico antes das eleições, permitindo que os eleitores avaliassem as acusações de corrupção. Flávio respondeu com críticas ao presidente.
Fonte: noticiasaominuto.com.br