O conselheiro tutelar Jilmario de Carvalho Silva, de Paulistana, no Sul do Piauí, foi afastado temporariamente de suas funções por decisão da Justiça Eleitoral. A medida foi solicitada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) após a prisão do servidor no dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, sob suspeita de envolvimento em crime eleitoral.
De acordo com o MPE, a prisão em flagrante ocorreu durante uma abordagem policial noturna. Policiais realizavam rondas quando avistaram Jilmario em atitude suspeita nas proximidades do Posto de Saúde do bairro Correnteza. Ao perceber a presença da viatura, ele tentou fugir, mas foi detido.
Durante a revista, foram encontrados R$ 2.450 em dinheiro e 66 panfletos de propaganda eleitoral de um candidato. A promotora de Justiça Gabriela Almeida de Santana, responsável pela Promotoria Eleitoral da 38ª Zona Eleitoral, acompanha o caso.
Além do dinheiro e dos panfletos, a polícia apreendeu um celular e um caderno que continha nomes de eleitores associados a valores e pedidos de bens materiais. Após a prisão, o MPE requereu o afastamento do conselheiro, que foi acatado pelo Juízo das Garantias do Núcleo IV da Justiça Eleitoral, em Picos.
Como parte das medidas cautelares, Jilmario está proibido de manter contato com eleitores e testemunhas mencionados nas anotações apreendidas. Ele não pode se ausentar da Comarca de Paulistana por mais de oito dias sem autorização judicial e deve comparecer a todos os atos processuais e investigativos aos quais for intimado.
O caso foi registrado como crime eleitoral de compra de votos e corrupção eleitoral, conforme o artigo 299 do Código Eleitoral. As investigações continuam para esclarecer a origem do dinheiro apreendido e a possível participação de outras pessoas no esquema.
O Portal ClubeNews tenta contato com a defesa do conselheiro, que permanece à disposição para esclarecimentos.
Fonte: portalclubenews.com