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Escritora piauiense transforma lendas em literatura no Dia do Folclore

No Dia do Folclore, escritora piauiense Ystefani Lima lança livro que transforma lendas populares em literatura.
Escritora piauiense transforma lendas em literatura no Dia do Folclore

No Dia do Folclore, celebrado neste sábado (22), a escritora piauiense Ystefani Lima destaca a importância de preservar as tradições e lendas populares que moldam a identidade cultural de um povo. Com esse objetivo, lançou Onde as Lendas Ainda Vivem, uma obra digital que reúne releituras de lendas do Piauí e do Maranhão, disponível gratuitamente ao final da matéria.

Atualmente, Ystefani está em processo de produção da versão impressa e preparando uma segunda edição ampliada. O livro surgiu do desejo de registrar histórias transmitidas oralmente, garantindo que cheguem às futuras gerações. O projeto visa transformar em literatura um patrimônio cultural que ainda resiste na memória de comunidades e contadores de histórias.

Raízes e tradições

Natural de Piracuruca, no Norte do Piauí, Ystefani cresceu ouvindo narrativas de avós e moradores mais velhos. Essas histórias, que atravessaram gerações sem registro escrito, a acompanharam até sua mudança para São Luís, no Maranhão, onde percebeu que a tradição continuava viva, repleta de personagens e mistérios.

Histórias que encantam

Onde as Lendas Ainda Vivem utiliza lendas populares como ponto de partida para criar novos enredos e personagens. A obra contém seis contos que abordam temas como memória, ancestralidade e amor, mesclando cenários reais com elementos fantásticos. Entre as histórias, destaca-se A Serpente Encantada, que narra a descoberta de Lia Duarte sobre uma serpente adormecida sob São Luís, e As Sete Cidades Encantadas, que transforma as formações rochosas do Parque Nacional de Sete Cidades em vestígios de reinos mágicos.

Preservação da memória coletiva

Para Ystefani, preservar uma lenda é mais do que manter viva uma história; é garantir a memória coletiva de uma comunidade e suas referências culturais. A obra é dedicada a “bibliotecas vivas” — avós, professores e contadores de histórias que mantêm as tradições orais vivas.

“Temos tantas histórias bonitas aqui. Meu desejo é que elas não desapareçam. Quero que uma criança, daqui a muitos anos, ainda possa encontrá-las e entendê-las”, afirma a autora.

Um tributo à oralidade

A proposta de Ystefani ganha relevância neste Dia do Folclore, que celebra saberes populares. Enquanto trabalha na versão impressa e em uma nova edição ampliada, a escritora busca continuar registrando narrativas ligadas à memória popular. “Esse livro é um tributo a quem contou essas histórias antes de nós e a quem ainda vai nascer”, conclui.

O livro pode ser acessado gratuitamente ao final da matéria.

Fonte: portalclubenews.com

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